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Bateria de smartwatch vicia? O que fazer quando o relógio não segura carga

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Eric Mockaitis/Canaltech
Eric Mockaitis/Canaltech

O uso de smartwatches já faz parte da rotina de muitas pessoas, seja para trabalhar, treinar ou acompanhar indicadores de saúde. Mas quando o relógio começa a "pedir tomada" cada vez mais rápido, pode surgir uma dúvida comum entre os usuários: a bateria do smartwatch vicia?

A questão ganha ainda mais relevância quando esses wearables ultracompactos, que antes duravam um dia inteiro, deixam de segurar carga até o final do expediente.

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Mas, se há uma boa notícia, é que o "vício" da bateria dos smartwatches tornou-se um mito da tecnologia moderna. Isso porque o que afeta a capacidade de armazenar energia é um processo natural de desgaste químico que acontece ao longo do tempo.

O fim do “vício” das baterias modernas

A explicação pelo fim do “vício” das baterias modernas se dá por uma mudança nos materiais usados em sua fabricação. Esses componentes passaram a ser feitos de íons de lítio, que contam com uma tecnologia imune ao chamado “efeito memória”, problema que afetava as antigas baterias de níquel-cádmio.

Ou seja, a bateria dos smartwatches não vicia. O que acontece é que o acúmulo contínuo de recargas resulta em desgaste físico e perda de eficiência energética, conforme detalha ao Canaltech Hudson Zanin, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Segundo o especialista, esse processo costuma levar anos para se tornar perceptível. Em condições normais de uso, baterias de íons de lítio podem suportar cerca de 800 ciclos de carga antes que a perda de capacidade se torne mais evidente.

"Com o passar dos anos, parte do lítio deixa de participar das reações químicas, cresce uma camada na interface do eletrodo, o eletrólito se degrada e a resistência interna aumenta. Isso ocorre como resultado do entupimento dos poros do ânodo. Com isso, a bateria passa a armazenar menos energia, aquece mais e entrega menos autonomia", explica o engenheiro elétrico.

E o grande vilão dessa história acaba sendo o próprio formato do acessório. Por serem mais compactos, os smartwatches contam com baterias menores e, muitas vezes, precisam ser carregados diariamente ou a cada dois dias, acumulando ciclos de recarga mais rapidamente do que os celulares.

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Sinais de desgaste e erros mais comuns

Mas, se você notar que seu smartwatch deixou de segurar carga como antes, isso não significa necessariamente o fim da linha para o aparelho. Em alguns casos, a queda repentina na autonomia pode estar ligada a um aplicativo executado em segundo plano, por exemplo.

"Antes de procurar assistência, vale observar o padrão de uso. Se a autonomia caiu gradualmente ao longo de meses, se o relógio desliga mesmo indicando carga ou se a saúde da bateria aparece baixa, há fortes indícios de desgaste físico. Já uma queda repentina após uma atualização, a instalação de um aplicativo ou uma mudança de configuração pode indicar um problema de software", ressalta Hudson.

Se o desgaste realmente for físico, alguns hábitos podem estar acelerando a degradação do componente. O engenheiro afirma que expor o aparelho a ambientes quentes, descarregar a bateria completamente ou mantê-la em 100% por longos períodos pode sobrecarregar o sistema de energia do relógio.

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O especialista também faz um alerta sobre o uso de carregadores muito potentes, como os modelos de carregamento rápido utilizados em celulares. Segundo ele, recargas mais rápidas tendem a gerar mais calor, e esse aumento de temperatura acelera o desgaste químico da bateria.

Ainda assim, a intensidade desse efeito depende dos limites de carregamento suportados por cada modelo de smartwatch.

Trocar a bateria ou comprar outro relógio?

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Quando a autonomia da bateria realmente deixa de atender à rotina, muitos usuários podem se perguntar se vale a pena trocar apenas esse componente ou investir em um dispositivo novo.

A resposta depende de alguns fatores, mas há um detalhe importante a ser considerado: os smartwatches não foram projetados para consertos simples.

"Abrir um smartwatch é um processo complexo porque a bateria fica integrada a um conjunto muito compacto, que reúne tela, sensores, antenas e sistemas de vedação contra água. Uma troca mal executada pode danificar cabos, comprometer a resistência à água e até afetar a segurança do aparelho", pontua Zanin.

Diante desse cenário, a viabilidade do reparo depende bastante da idade do relógio. Para modelos premium e mais recentes, como Apple Watch Series 11 e Galaxy Watch 8, os serviços de assistência autorizada costumam valer a pena para preservar o investimento inicial.

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Mas, quando se trata de modelos mais antigos, a conta pode não fechar a favor do usuário. O engenheiro elétrico destaca que o preço da troca da bateria, somado à mão de obra especializada e ao risco de perda da vedação original contra água, muitas vezes faz com que a compra de um smartwatch novo seja a alternativa mais vantajosa.

Mas, se o seu problema com smartwatch for a autonomia, vale conferir esses 4 modelos com bateria que dura mais de 7 dias