Xiaomi tem planos de produzir smartphones no Brasil

Por Diego Sousa | 19 de Fevereiro de 2020 às 12h53
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Parece que retorno da Xiaomi ao Brasil, em 2019, é definitivo. De volta às terras tupiniquins após quatro anos, a fabricante chinesa conquistou o público em menos de um ano e já planeja produzir smartphones localmente. A informação veio do diretor da Xiaomi no Brasil, Luciano Barbosa, em entrevista ao Mobile Time, nesta terça-feira (18).

Segundo Barbosa, a Xiaomi está estudando a possibilidade produzir seus smartphones no Brasil. A pesquisa, que tem previsão de conclusão em maio, analisará o mercado, os modelos e, acima de tudo, se há necessidade de produção local.

Luciano Barbosa, diretor da Xiaomi no Brasil, durante o evento do Prêmio Canaltech (Foto: Reprodução/Mobile Times)

No entanto, Barbosa afirma que, caso a Xiaomi decida iniciar a produção no país, ela será feita de maneira gradativa. Atualmente, a empresa trabalha com cerca de 260 produtos em seu catálogo nacional, sendo 14 modelos de smartphones. A previsão é que, até o final de 2020, o Brasil receba mais dez modelos, bem como feche o catálogo com cerca de 500 produtos.

“Temos um estudo com previsão para conclusão no final de maio. Se houver convergência em certos modelos, poderemos produzir localmente. Mas será um estudo bem pé no chão. Não moveria todo o meu catálogo para produção local do dia para a noite, mas gradativamente”, disse.

Mi Store, em São Paulo (Foto: Reprodução/Canaltech)

A produção no Brasil poderia significar uma redução agressiva nos preços já praticados pela Xiaomi, pois os custos de importação seriam cortados pela metade. Embora a mão de obra chinesa seja mais barata que a brasileira, o que, na prática, reduz os preços do produto final, adquirir produtos localmente ainda é mais vantajoso do que optar pela importação.

Barbosa explica que, além das taxas alfandegárias, que podem ser altas dependendo do produto, quando ele chega, ainda há duas coisas para se preocupar: tecnologias suportadas no Brasil; e falsificações de aparelhos, em especial, fones de ouvido e outros gadgets. Isso tudo, a longo prazo, influenciará para que o mercado local seja intensificado e o internacional reduzido.

Pensando nisso, um dos focos da Xiaomi para 2020 é analisar os produtos mais e menos deram certo, para então ajustar o portfólio e deixá-lo condizente com as necessidades e interesses do mercado brasileiro.

Atualmente, a Xiaomi possui duas lojas físicas no Brasil, ambas localizadas em São Paulo. Segundo Barbosa, elas receberam mais de 10 mil pessoas nos três primeiros dias de funcionamento, o que representa uma aceitação enorme dos usuários e fãs da marca na cidade. Para 2020, o executivo disse ter planos de expansão para outras cidades, mas não informou quais estão na mira.

Fonte: Mobile Times

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