Xiaomi prepara celular com ventoinha e IP68; veja como funcionaria
Por André Leonardo | •

A busca pelo desempenho máximo nos celulares pode estar prestes a romper uma barreira de engenharia histórica. Informações divulgadas pelo renomado informante Digital Chat Station, revelam que a Redmi está testando um dispositivo que combina resfriamento ativo com ventoinha e certificação IP68 contra água e poeira.
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A inclusão de ventoinhas exige aberturas no chassi para o fluxo de ar, o que teoricamente impede a vedação completa do aparelho. Portanto, um desafio de engenharia.
O vazamento se refere a um protótipo equipado com processador MediaTek Dimensity 9500 (D9500), sugerindo que a marca busca extrair todo o potencial do chip sem sacrificar a durabilidade que os usuários esperam de um topo de linha.
Tela de alta resolução
Além do sistema de refrigeração inovador, o protótipo apresenta especificações de elite.
A parte frontal é dominada por uma tela com resolução 1.5K, com uso eficiente de energia, alta taxa de atualização para um uso suave.
O design seguirá a linha minimalista, indo na contramão de modelos com exagerados e mais populares.
Resfriamento para alto desempenho
A dissipação de calor é um dos maiores desafios para smartphones modernos. O desafio técnico de embutir uma ventoinha física diretamente na estrutura, similar ao que computadores fazem, sem comprometer a resistência à água representa desafio complexo de engenharia.
Se a Redmi for bem-sucedida, isso pode criar uma tendência no mercado mobile, onde o resfriamento ativo deixa de ser um nicho exclusivo de aparelhos "gamer" frágeis e passa a integrar tops de linha robustos e versáteis.
Calor, o grande vilão
O foco térmico não é exagero. Altas temperaturas, sejam do ambiente ou geradas pelo próprio processamento, são inimigas da eletrônica.
Quando um celular ultrapassa a casa dos 35ºC, o sistema ativa mecanismos de segurança que reduzem a velocidade do processador, um processo conhecido como "thermal throttling", que pode causar travamentos em tarefas muito exigentes, principalmente em jogos.
Em casos extremos, o calor excessivo pode degradar quimicamente a bateria de forma permanente e, em situações raras, até gerar riscos de estufamento ou explosão dos componentes internos.
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