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Testamos o Xiaomi 17 Ultra: um grande "banquete" para os amantes de fotografia

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Gabriel Furlan/Canaltech
Gabriel Furlan/Canaltech
Xiaomi 17 Ultra

A Xiaomi tem adotado uma estratégia um tanto confusa para posicionar seus flagships, especialmente no que diz respeito à numeração da linha. Felizmente, essa confusão se limita somente a esse detalhe; quem se der ao luxo de experimentar o Xiaomi 17 Ultra não sairá decepcionado em alguns aspectos – muito disso graças à câmera.

O enorme módulo traseiro deixa isso claro visualmente, mas o mais interessante é perceber como essa proposta influencia no uso diário. Em vários momentos, me vi pegando o aparelho não para abrir redes sociais ou responder mensagens, mas simplesmente porque queria tirar fotos.

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O Xiaomi 17 Ultra não parece somente um celular que tira boas fotos, mas sim uma câmera avançada que, por acaso, também é um smartphone top de linha. Para os amantes de fotografia, o celular surpreende e muito.

Fotografia: o verdadeiro protagonista

A câmera é, sem dúvida, a grande “cereja do bolo” do Xiaomi 17 Ultra. Não é só pela qualidade das fotos, mas também pela forma como o aparelho nos incentiva a fotografar mais.

São duas lentes de 50 MP e uma com 200 MP, tudo com o selo pesado da Leica, o que já garante qualidade por si só.

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As imagens têm um nível de detalhe impressionante, especialmente na câmera principal. Existe uma naturalidade no processamento que me chamou bastante atenção: as fotos parecem menos artificiais do que em muitos rivais, como mostramos no comparativo do Xiaomi 17 Ultra contra rivais da Samsung e Apple.

O trabalho de cores também é excelente. Dependendo do perfil escolhido, o celular consegue entregar imagens mais vibrantes ou algo mais neutro e cinematográfico. O mais interessante é que, pela primeira vez em um Xiaomi, senti que a parceria com a Leica realmente influencia na experiência e não é apenas marketing.

As lentes têm personalidades diferentes entre si, o que deixa tudo mais divertido para quem gosta de fotografia. A ultrawide mantém boa consistência, enquanto a teleobjetiva é provavelmente uma das melhores que já usei em um smartphone.

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O zoom consegue preservar muitos detalhes mesmo em distâncias maiores, sem aquela aparência excessivamente processada, comum em outros aparelhos.

À noite, o celular também impressiona. O sensor principal captura muita luz e o resultado normalmente fica equilibrado, sem exagerar no brilho artificial. Ainda existe processamento perceptível, claro, mas em geral as fotos noturnas passam uma sensação mais “fotográfica” do que puramente digital.

Tem até um kit fotográfico

O que realmente transforma o Xiaomi 17 Ultra em algo diferente é o kit fotográfico vendido separadamente. A capinha com pegada de câmera muda totalmente a forma como você usa o aparelho, adicionando um botão físico de disparo, controles extras e uma ergonomia muito mais próxima de uma câmera compacta tradicional.

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Pode parecer um acessório supérfluo até você usar de verdade. Depois disso, fica difícil ignorar como ele melhora a experiência.

Segurar o celular para fotografar se torna mais confortável e natural, especialmente em fotos horizontais. O botão físico de captura também faz diferença — existe uma sensação tátil muito mais agradável do que simplesmente tocar na tela.

Em vários momentos, eu realmente esqueci que estava usando um smartphone. A experiência fica mais próxima de sair para “fotografar” do que apenas registrar algo rapidamente para redes sociais.

Claro, isso não transforma o aparelho em uma câmera profissional, mas aproxima bastante o uso dessa ideia. Honestamente, é uma das propostas mais interessante do que aparenta.

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Desempenho e tela: tudo dentro do esperado

Fora da fotografia, o Xiaomi 17 Ultra entrega exatamente o que se espera de um topo de linha. Temos aqui um conjunto com Snapdragon 8 Elite Gen 5 e 16 GB de RAM – poder para dar e vender.

O desempenho é absurdamente rápido. Tudo abre instantaneamente, jogos rodam no máximo e o multitarefa parece “sem limites”. Em nenhum momento senti o aparelho sofrendo, independentemente da tarefa.

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A tela também impressiona bastante. O brilho é altíssimo, as cores são fortes sem exagerar e o painel transmite aquela sensação de produto premium. Assistir vídeos, editar fotos ou simplesmente navegar nas redes sociais é extremamente agradável.

Ao mesmo tempo, nada aqui parece tão revolucionário quanto a câmera. É um conjunto excelente, mas dentro do esperado para a categoria.

Bateria e uso diário

A bateria me surpreendeu positivamente, considerando o foco fotográfico e o hardware poderoso. Mesmo usando bastante a câmera, consegui passar o dia inteiro sem dificuldade na maior parte do tempo.

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São 6.000 mAh de potência, um ótimo número, mas longe de ser impressionante nos padrões atuais.

Em nosso teste padronizado de quatro horas sob uso intenso, o aparelho gastou somente 19% de carga quando submetido a uma tarefa exigente. Isso dá, em média, 20 horas de autonomia em uso contínuo.

O carregamento rápido também continua sendo um dos pontos fortes da Xiaomi: em poucos minutos já dá para recuperar boa parte da carga, algo que faz diferença real no uso diário.

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Nem tudo é perfeito

Apesar de toda a empolgação, o Xiaomi 17 Ultra ainda sofre com os mesmos problemas dos seus antecessores.

O primeiro é o software. O HyperOS melhorou bastante, mas ainda passa uma sensação menos refinada do que sistemas rivais. Em alguns momentos, o sistema parece exagerar em recursos e personalizações que não fazem nenhuma diferença. O excesso de apps instalados por padrão também incomoda bastante.

Outro ponto é que o foco extremo em fotografia pode acabar sendo exagerado para muita gente. O kit fotográfico é incrível, mas também é um acessório de nicho.

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Quem só quer apontar e tirar fotos talvez não aproveite metade do potencial do aparelho; como já mencionamos em nosso comparativo, rivais como o S26 Ultra e o iPhone 17 Pro levam vantagem nesse quesito.

Além disso, o módulo de câmera é enorme. Muito bonito visualmente, mas pouco discreto no uso diário.

Vale a pena?

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Depois de usar o Xiaomi 17 Ultra, ficou claro para mim que ele é um celular pensado para pessoas que realmente gostam de fotografia.

Não necessariamente fotógrafos profissionais, mas gente que sente prazer em compor imagens, testar lentes, brincar com zoom e explorar possibilidades criativas.

O mais interessante é que ele consegue transformar esse processo em algo divertido. O kit fotográfico, os controles, o tratamento das imagens, tudo isso faz o aparelho parecer mais “humano” e menos automatizado.

Apesar de já ter sido introduzido oficialmente na América Latina, o modelo ainda não foi lançado no Brasil. Por enquanto, apenas o Xiaomi 17T tem previsão de chegar ao mercado nacional. Se tratando de um top de linha, podemos esperar um preço nas alturas, mas por enquanto isso segue na casa da especulação.

Dito isso, o Xiaomi 17 Ultra talvez seja o smartphone que mais se aproxima da experiência de usar uma câmera de verdade sem deixar de ser um flagship completo.