Sony fecha fábrica de smartphones na China e limita foco a apenas 4 mercados

Por Wagner Wakka | 22 de Maio de 2019 às 12h07
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Há tempos o setor de smartphones não é a área mais rentável e de maior sucesso da Sony. Por isso, têm crescido os rumores de que a companhia iria abandoná-lo. Contudo, isso ainda não vai acontecer. Em reunião com investidores, o CEO da empresa, Kenichiro Yoshida, disse que, apesar de nada lucrativo, o braço de smartphones é indispensável para a companhia.

O ponto dele é que ser relevante nesse mercado pode garantir o futuro da marca, já que “gerações mais novas não assistem mais à TV”. Assim, o aparelho seria a porta de entrada do entretenimento para os mais jovens, aliado aos consoles da série PlayStation.

Na mesma reunião, ele apresentou o projeto da empresa para o setor. A Sony vai passar a priorizar quatro mercados: Japão, onde a companhia é mais forte; Europa, segundo maior mercado; Taiwan e Hong Kong.

Em um mapa exposto durante a apresentação, a Sony mostrou que grandes grupos como Estados Unidos e Rússia vão deixar de ser mercados do setor de smartphones da empresa. O Brasil é listado como a região na qual a companhia não quer focar, mas ainda deve manter seus negócios.

Mapa mostra modificações da Sony em escritórios e mercados pelo mundo (Foto: Divulgação/Sony)

O mesmo mapa mostra as regiões cujos negócios devem passar por uma remodelação. Na China, por exemplo, a Sony vai encerrar as operações de sua fábrica. A área de engenharia da Suécia também vai deixar de ter foco em mobile, enquanto os escritórios do Reino Unido vão fundir seus setores. Até mesmo no escritório central do Japão haverá cortes de equipe para o segmento de smartphones.

No relatório fiscal referente ao ano passado, a Sony reportou prejuízo de US$ 879 milhões apenas no setor de smartphones, vendendo somente 6,5 milhões de unidades. O montante coloca a empresa com apenas 1% da fatia de mercado mundial. Com isso, é perceptível que, embora a companhia não queira abrir mão totalmente do setor, está aos poucos diminuindo investimentos.

Fonte: Reuters

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