Rumor | Huawei teria reduzido pedidos de componentes para linha Mate 40 em 30%

Por Fidel Forato | 07 de Setembro de 2020 às 16h30
Divulgação/Huawei
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Parece que a Huawei caminha para um futuro incerto. Pelo menos é nisso que pessoas envolvidas com a cadeia de suprimentos da gigante chinesa apontam. A partir de fontes anônimas, a DigiTimes divulgou que a Huawei reduziu em 30% os pedidos por componentes da nova linha Mate 40, incluindo os modelos — ainda não lançados — Mate 40 e Mate 40 Pro.

Caso o rumor se concretize, a mudança deve significar que a Huawei já se prepara para uma queda significativa na demanda e no interesse dos aparelhos dessa nova geração, em comparação com os modelos anteriores da marca. Em paralelo, pode ser considerado um reflexo das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, impactando sua capacidade de competição no mercado.

 Huawei pode reduzir em 30% pedidos de componentes para linha Mate 40 (Imagem: Reprodução/OnLeaks)

Por causa das sanções, os novos aparelhos não terão pré-instalados os aplicativos e os serviços do Google e, em breve, a empresa não deve mais utilizar a tecnologia de processadores Kirin em todos os modelos. Outras marcas também não estarão liberadas para a comercialização, como a Qualcomm. É estimado que essas sanções comecem a vigorar nas próximas semanas, a partir do dia 15 de setembro.

Por outro lado, a Huawei está armazenando componentes para garantir suprimentos e que consiga manter sua linha de produção pelos próximos meses — um tempo aproximado de três a seis meses. Afinal, a chinesa já garantiu que a linha Mate 40, por exemplo, contará com os processadores Kirin, pelo menos enquanto durarem os estoques.

Uma possível mudança nesse cenário está nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, que acontecem em novembro. Caso o cenário mude, é possível que as atuais políticas sejam revistas e algumas restrições poderiam ser mudadas. Talvez o mais interessante seja a autorização da Huawei para produzir e comprar, novamente, os componentes necessários para seus aparelhos.

Fonte: DigiTimesPhone Arena    

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