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Quanto custa carregar o celular por ano? Veja o impacto real na conta de luz

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Victor Carvalho/Canaltech
Victor Carvalho/Canaltech

Muitos usuários acreditam que carregadores potentes aumentam o valor da conta de luz. Um adaptador de 120 W parece, à primeira vista, muito mais "gastador" do que um modelo de 15 W. No entanto, a realidade da física é diferente e simples de compreender.

A bateria do smartphone funciona como um balde de água com volume fixo. Não importa se a torneira está aberta no máximo ou apenas gotejando. A quantidade de líquido para encher o recipiente até o topo é sempre a mesma.

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Potência versus Consumo

A potência indica a velocidade da entrega da energia e não o volume total consumido. Um carregador de 100 W enche o "balde" mais rápido do que um acessório de 15 W. O consumo final, medido em Watt-hora, permanece quase idêntico nos dois casos.

Existe apenas uma pequena perda de eficiência durante esse processo. Cerca de 20% da energia se transforma em calor e isso explica por que o aparelho esquenta. Esse fenômeno ocorre em qualquer modelo, independente da marca ou da velocidade.

Fora isso, nenhum carregador mantém a potência máxima durante todo o ciclo de recarga. A velocidade cai de forma drástica após os 80% para proteger a integridade química da bateria. Essa gestão eletrônica garante que o componente dure mais e evita riscos.

O custo real no bolso

Vamos aos números práticos para uma bateria padrão de 5.000 mAh. Cada carga completa de um celular comum consome cerca de 0,025 kWh, valor que já considera as perdas térmicas. Com uma tarifa média de R$ 0,75 por kWh, cada recarga custa apenas R$ 0,02.

Caso o usuário conecte o celular uma vez por dia, o gasto mensal fica em R$ 0,60. Ao final de doze meses, o total atinge R$ 7,30. O smartphone é, provavelmente, o responsável pela menor despesa entre todos os eletrônicos de uma casa.

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O mito do carregador na tomada

Outro medo comum envolve deixar o adaptador na parede sem o celular conectado. Esses acessórios modernos consomem menos de 0,5W quando estão em repouso. O valor é tão baixo que o medidor de energia mal consegue registrar o impacto.

Retirar o item da tomada continua como uma boa prática de segurança para evitar curtos-circuitos em tempestades. Contudo, não há motivo para pânico financeiro. O impacto dos carregadores ultra-rápidos é nulo para o seu orçamento mensal.

Gostaria que eu fizesse uma comparação detalhada do consumo do celular frente a outros eletrodomésticos da casa, como a geladeira ou o notebook?