Jovens deixariam de viajar para gastar mais dinheiro com smartphone e telefonia

Por Thaís Augusto | 27 de Maio de 2019 às 20h50
Rawpixel/Depositphotos

Não é segredo que os brasileiros passam muito tempo no celular. E uma pesquisa decidiu colocar esse "amor" à prova: a consultoria Oliver Wyman entrevistou 1.021 brasileiros para descobrir se eles deixariam de lado hábitos de consumo para aumentar os gastos com o celular e serviços de telefonia.

De acordo com o estudo, 63% dos brasileiros com menos de 35 anos estão dispostos a sacrificar despesas para garantir um dinheirinho a mais para o smartphone e serviços de operadoras. E se você perguntar a um adulto entre 18 e 24 anos, pode ficar ainda mais surpreso: 67% deixariam de viajar para aumentar os gastos com o celular.

A academia (52%), a alimentação fora de casa (53%) e a compra de roupas (52%) seriam as primeiras despesas a serem cortadas do orçamento em prol do smartphone. Até mesmo as reservas para o futuro perderiam para a telefonia móvel, de acordo com 51% dos entrevistados.

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A amostra da Oliver Wyman foi composta por 52% de mulheres e 48% de homens, que foram divididos em grupos de idade: de 18 a 24 anos (15%), 25 a 44 anos (48%), 45 a 54 anos (21%) e 55 a 65 anos (16%). A pesquisa também foi conduzida em outros sete países – Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, China e Inglaterra.

Tabela mostra despesas mais prováveis a serem sacrificadas pelo smartphone. Em azul escuro, a média geral em %

De acordo com 43% dos entrevistados, o celular é fundamental em suas vidas e é usado do momento em que acordam até a hora de dormir. Outros 49% concordam que o dispositivo é útil para chamadas de voz, mensagens e atividades como checar notícias e a previsão do tempo. Apenas 8% apontaram o celular como um dispositivo que usam apenas para chamadas e mensagens.

A maioria dos entrevistados que dizem considerar o celular uma "extensão do corpo" estão na faixa etária de 25 e 34 anos. Entre os que classificam o dispositivo apenas como uma ferramenta para chamadas e mensagens, a maioria tem entre 45 e 54 anos.

Entre os entrevistados com mais de 35 anos, apenas 44% cortariam despesas para gastar mais com o celular. Os entrevistados de 18 a 24 anos também afirmaram que deixariam de comer fora de casa (71%) para garantir uma renda extra para o celular. Outros 72% cortariam a compra de roupas e 69% sacrificariam reservas para o futuro.

Escolha por operadora

Outro dado do estudo diz que os serviços de telefonia passaram a ter prioridade no orçamento dos consumidores porque 51% consideram os smartphones uma necessidade, outros 35% afirmam que o dispositivo é "sua vida" e 14% a classificam como uma ferramenta essencial.

A maioria dos brasileiros considera a qualidade do serviço (73%) antes de ponderar o preço do que está sendo oferecido (14%). Os entrevistados também foram questionados sobre as experiências mais relevantes associadas aos serviços das operadoras: 63% citaram a conexão com os familiares e 55% apontaram os serviços disponíveis em todos os momentos. Na ponta, apenas 35% citaram a possibilidade de controlar dispositivos inteligentes à distância.

A pesquisa da Oliver Wyman também avaliou o que o brasileiro melhoraria em sua operadora, além do preço. Os consumidores concordaram – em todas as faixas etárias – que seria a cobertura e velocidade da internet. Em segundo lugar, apareceu o serviço de atendimento ao cliente pelo telefone.

Por fim, o estudo analisou a preocupação dos consumidores em relação aos seus dados pessoais. Embora elogiem as inovações, 47% se dizem um pouco assustados com possíveis violações de dados sobre saúde, 46% se preocupam com invasões aos dispositivos domésticos conectados à rede e outros 41% são receosos com as inovações da inteligência artificial.

No setor de telefonia, grande parte dos consumidores se diz admirada com as inovações. Entre eles, 61% dos entrevistados citou as tecnologias de terceira geração, 54% a realidade virtual, 50% a realidade aumentada e outros 50% ainda citaram os sistemas de segurança.

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