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Comparativo: bateria do Fold 8 Ultra dura 5 horas a mais que Fold 7; vale trocar?

Por  • Editado por Léo Müller | 

Z Fold 7 x Z Fold 8 Ultra
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

O Galaxy Z Fold 8 Ultra pode entregar mais de 5 horas extras de bateria em comparação com o Galaxy Z Fold 7, segundo nosso teste padronizado. Após quatro horas reproduzindo o mesmo vídeo no YouTube, o novo dobrável consumiu 23% da carga, contra 33% do antecessor.

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Mantido o mesmo ritmo de consumo, o Fold 8 Ultra alcançaria cerca de 17h23 de reprodução, enquanto o Fold 7 ficaria em aproximadamente 12h07. É uma diferença de mais de cinco horas e, de longe, a evolução mais perceptível entre as duas gerações.

O restante da experiência mudou bem menos. Os dois dobráveis têm praticamente as mesmas dimensões e peso, além de oferecerem experiências muito próximas em desempenho, ergonomia, multitarefa e câmeras. A questão é se a bateria melhor justifica trocar um Fold 7 que já custa bem menos pelo novo Ultra.

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Bateria do Fold 8 Ultra dura quanto a mais?

A bateria é o componente que mais separa os dois dobráveis. O Fold 7 tem capacidade de 4.400 mAh, enquanto o Fold 8 Ultra sobe para 5.000 mAh. O aumento nominal é de aproximadamente 13,6%.

O carregamento também evoluiu. O Fold 7 aceita até 25 W pelo cabo. O Fold 8 Ultra chega a 45 W no carregamento com fio e 20 W no modo sem fio.

No teste padronizado, os dois aparelhos reproduziram o mesmo vídeo no YouTube por quatro horas, com a tela externa, a mesma resolução e sob condições equivalentes.

Teste de bateriaGalaxy Z Fold 7Galaxy Z Fold 8 Ultra
Capacidade4.400 mAh5.000 mAh
Consumo em quatro horas33%23%
Estimativa de duração12h0717h23

O Fold 7 consumiu 33% da carga, contra apenas 23% do Fold 8 Ultra. São 10 pontos percentuais a menos sob exatamente a mesma carga de trabalho.

Caso o ritmo do teste permanecesse constante até o fim da bateria, o Fold 7 alcançaria cerca de 12 horas e 7 minutos de reprodução. O Fold 8 Ultra chegaria a aproximadamente 17 horas e 23 minutos.

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Isso representa uma diferença estimada de 5 horas e 16 minutos a favor do modelo novo. Infelizmente, não conseguimos avaliar os dois aparelhos no dia a dia no mesmo cenário para confirmar como esses números se reproduzem na prática.

Design dos Fold 7 e Fold 8 Ultra é praticamente igual

O Galaxy Z Fold 7 e o Fold 8 Ultra são praticamente idênticos na mão. Os dois pesam 215 gramas e medem 158,4 x 72,8 x 8,9 mm quando fechados.

Aberto, o Fold 8 Ultra tem 4,1 mm de espessura, contra 4,2 mm do antecessor. A diferença de 0,1 mm não produz qualquer mudança perceptível na ergonomia.

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A pegada, a sensação de peso, o transporte no bolso e o uso da tela externa são essencialmente iguais. Nem mesmo o nome “Ultra” se traduz em um corpo maior ou mais pesado nesta comparação.

Há, porém, uma pequena diferença quando os aparelhos são abertos. O Fold 7 passa a impressão de não alcançar exatamente os 180 graus, como se permanecesse fechado por um ângulo mínimo, de aproximadamente 1 grau ou menos.

O Fold 8 Ultra corrige essa sensação e fica completamente plano. É uma mudança sutil, mas fácil de perceber ao colocar os dois aparelhos sobre uma superfície ou observá-los de lado.

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Lembro que isso me incomodava um pouco ao testar o Fold 7 pela primeira vez, e fiquei feliz em ver que a Samsung corrigiu isso na nova geração.

A dobradiça mudou pouco na prática

A Samsung afirma que o Fold 8 Ultra usa uma Armor FlexHinge mais estreita e fina, com um mecanismo de menor atrito. Essa evolução, porém, não produziu uma mudança clara durante os testes.

A resistência ao abrir e fechar é semelhante nos dois modelos. O mesmo vale para a suavidade do movimento, a facilidade para iniciar a abertura e a sensação no momento em que o aparelho se fecha.

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Ambos também sustentam ângulos intermediários de forma parecida. Com isso, os dois permitem usar o Modo Flex, que adapta a interface de aplicativos compatíveis ou transforma uma das metades em apoio para fotos, vídeos e chamadas.

A diferença mais visível da nova dobradiça está mesmo na abertura completamente plana do Fold 8 Ultra. Fora isso, a experiência permanece muito próxima à do Fold 7.

Materiais receberam reforços

Apesar da aparência semelhante, a Samsung atualizou parte dos materiais usados na nova geração.

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O Galaxy Z Fold 7 possui Gorilla Glass Ceramic 2 na parte frontal, estrutura de Advanced Armor Aluminum e uma camada de titânio sob a tela dobrável. O vidro ultrafino do painel interno também ficou 50% mais espesso em relação à geração anterior.

O Fold 8 Ultra troca a proteção frontal pelo Gorilla Glass Ceramic 3 e usa Gorilla Glass Victus 2 na traseira. A estrutura de absorção de impactos sob a tela passa a contar com duas camadas de titânio.

Os dois têm certificação IP48 de resistência contra água e partículas sólidas maiores que 1 mm. Portanto, a evolução está mais na engenharia interna e na proteção contra impactos do que na sensação de acabamento.

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Vinco está mais discreto

O vinco não desapareceu no Galaxy Z Fold 8 Ultra. A dobra ainda pode ser vista no centro da tela interna, sobretudo quando há reflexos sobre o painel.

Ainda assim, houve uma melhora perceptível. O vinco do modelo novo chama menos atenção visualmente e também fica mais discreto ao passar o dedo pela tela.

A diferença apareceu desde os primeiros usos, sem exigir uma comparação muito cuidadosa entre os aparelhos. É uma evolução pequena, mas que se destaca mais no cotidiano do que várias alterações presentes apenas na ficha técnica.

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Tela evoluiu mais no papel

Os dois dobráveis mantêm uma tela externa de 6,5 polegadas e um painel interno de 8 polegadas. Ambos usam tecnologia Dynamic AMOLED 2X e oferecem taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz.

A tela interna do Fold 7 tem resolução de 2184 x 1968 pixels, densidade de 368 ppi e brilho máximo de 2.600 nits. No Fold 8 Ultra, a resolução sobe para 2504 x 2256 pixels, com densidade de 422 ppi e brilho máximo de 3.000 nits.

A Samsung também afirma que o painel do modelo novo ficou 15% mais brilhante e recebeu um tratamento antirreflexo.

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São avanços técnicos relevantes, mas a diferença visual é pequena em condições normais. Os dois entregam níveis muito próximos de nitidez, contraste e reprodução de cores durante a navegação, leitura ou reprodução de vídeos.

A tela externa é ainda mais parecida, já que ambos oferecem resolução de 2520 x 1080 pixels e densidade de 422 ppi.

No uso comum, o salto de 368 para 422 ppi no painel interno não transforma a experiência. A tela do Fold 8 Ultra é tecnicamente superior, mas dificilmente será um motivo isolado para trocar de aparelho.

Desempenho é praticamente igual no cotidiano

O Galaxy Z Fold 7 usa o Snapdragon 8 Elite for Galaxy, enquanto o Fold 8 Ultra estreia o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy.

Os dois estão disponíveis com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento. O Fold 8 Ultra tem 12 GB de RAM nas duas primeiras versões e 16 GB na opção de 1 TB. No Fold 7, a quantidade varia entre 12 GB e 16 GB conforme a versão.

A troca de chipset amplia o desempenho mensurável em benchmarks, mas a diferença praticamente desaparece no uso cotidiano. Os aparelhos abrem aplicativos, percorrem a interface e alternam entre tarefas com a mesma agilidade.

Também não houve uma vantagem clara em fluidez geral ou tempo de resposta. Isso não significa que o novo processador seja igual ao anterior, mas mostra que o Fold 7 já tinha desempenho suficiente para deixar pouca margem de evolução perceptível em tarefas comuns.

O aquecimento segue o mesmo padrão. Os dois esquentam durante o uso prolongado da câmera, em jogos pesados ou em tarefas que exigem bastante do chipset, mas mantêm comportamento semelhante.

Multitarefa continua como ponto forte

A experiência de multitarefa também é equivalente. Os dois celulares permitem manter até três aplicativos em tela dividida e mais cinco em janelas flutuantes, para um total de oito apps simultâneos.

Esse recurso aproveita bem o painel interno de 8 polegadas e continua entre os principais diferenciais da linha. É possível assistir a um vídeo, consultar uma página e conversar em um mensageiro na mesma tela, por exemplo.

Mesmo com vários aplicativos abertos, não houve diferença perceptível de desempenho entre as gerações. O Fold 8 Ultra tem um chipset mais potente, mas o Fold 7 preserva praticamente a mesma experiência nesse cenário.

Fold 8 Ultra acrescenta recursos de IA

A geração nova também incorpora ferramentas de inteligência artificial, como Now Nudge e My FanCam.

O Now Nudge funciona como um recurso contextual e proativo, capaz de sugerir informações ou ações conforme o conteúdo exibido e a forma como o celular é usado.

Já o My FanCam tem foco em shows e eventos. A ferramenta usa IA para ajudar a acompanhar uma pessoa ou artista e mantê-lo em destaque no enquadramento durante a gravação.

Câmeras mudam mais no processamento

O Galaxy Z Fold 7 tem câmera principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP, telefoto de 10 MP e frontal de 10 MP.

 O Fold 8 Ultra preserva a principal de 200 MP e a telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x, mas troca a ultrawide por um sensor de 50 MP com abertura f/1.9. Segundo a Samsung, a nova câmera recebe 34% mais luz.

A evolução parece grande na ficha técnica, mas não houve um salto generalizado de qualidade nas fotos comparadas. A principal diferença apareceu no processamento de imagem.

O Fold 8 Ultra tende a produzir fotografias mais quentes, saturadas e com contraste ligeiramente maior. Já o Fold 7 apresentou cores mais neutras em algumas situações. Não há uma abordagem necessariamente melhor, pois a preferência depende do gosto de cada pessoa.

Veja, abaixo, mais fotos tiradas pelos dois modelos:

Galaxy Z Fold 7 ou Fold 8 Ultra: vale a pena trocar?

O Galaxy Z Fold 8 Ultra refina vários aspectos do Fold 7, mas não muda radicalmente a experiência. Os aparelhos têm a mesma ergonomia, desempenho cotidiano muito parecido, multitarefa equivalente e resultados próximos em boa parte das fotos.

O modelo novo leva vantagem pelo vinco mais discreto, abertura completamente plana, tela tecnicamente superior, câmera ultrawide atualizada, chipset mais potente e materiais de proteção mais avançados.

A bateria, porém, é a evolução que realmente aparece. O Fold 8 Ultra consumiu consideravelmente menos carga no mesmo teste, além de oferecer maior capacidade e carregamento mais rápido.

Mesmo com essa vantagem, a diferença de preço não justifica o upgrade agora. O Galaxy Z Fold 7 já é encontrado a partir de R$ 9.500, mas o modelo chegou a custar R$ 8.100 no começo do ano. Já o Fold 8 Ultra parte de R$ 13.000 para a versão mais acessível.

Quando — ou se — o modelo mais recente cair para uma faixa de R$ 9 mil a R$ 10 mil, ele passará a fazer mais sentido para quem pensa em trocar de geração.