CEO da Xiaomi promete lançar 10 smartphones 5G da marca em 2020

Por Rafael Arbulu | 21 de Outubro de 2019 às 10h00
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A Xiaomi vai lançar, pelo menos, 10 smartphones com suporte à quinta geração de conexão móvel com a internet — o popular “5G” —, segundo promessa feita pelo CEO da empresa, Lei Jun. O anúncio foi divulgado durante palestra ministrada por ele na Conferência Mundial da Internet (World Internet Conference), realizada na cidade chinesa de Wuzhen.

Jun disse que a medida vem como uma forma de garantir que a Xiaomi não enfrente em 2020 os mesmos problemas que vem encarando neste ano: a empresa chinesa, recentemente, lançou o seu primeiro modelo com capacidade 5G (o Mi 9 Pro) na China e, diz o CEO, não esperava que a demanda por ele fosse tão grande, o que gerou problemas na cadeia de produção do aparelho e, consequentemente, na disponibilidade do produto no varejo local.

A fim de assegurar que isso não ocorra no próximo ano, Lei Jun prometeu que lançamentos com suporte ao 5G contemplarão as três linhas de consumo de smartphones: modelos de entrada (custo reduzido e configuração baixa), intermediários (um pouco mais caros, porém com especificações mais fortes) e topos de linha (os mais caros, mas também os mais poderosos): “As pessoas da indústria temem que, no ano que vem, modelos 4G não venderão bem, então esse é um passo que você não tem outra escolha a não ser tomá-lo”, disse Jun. “Esperamos que as operadoras possam acelerar as expansões de suas bases 5G”.

O Mi 9 Pro da Xiaomi é o primeiro modelo da fabricante com suporte à tecnologia e conexão 5G: demanda pelo smartphone no mercado doméstico foi maior do que o esperado e causou problemas de fornecimento à fabricante chinesa (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

A medida também visa colocar a Xiaomi em uma competição mais direta no mercado local: apesar de gozar de bastante sucesso, a empresa vem perdendo a corrida pela preferência do consumidor chinês, frente à gigantesca Huawei. A segunda maior fabricante de smartphones do mundo gerou uma súbita onda de patriotismo na China após ser impedida pelo governo dos Estados Unidos de realizar qualquer negócio ou manter qualquer relação com empresas norte-americanas.

Na Europa e no Brasil, porém, a Xiaomi vem apresentando bom crescimento, ainda que em progresso mais tímido: no segundo trimestre de 2019, a fabricante chinesa atingiu a marca de 9,6% do mercado no Velho Continente, ao passo que o Brasil viu a primeira loja oficial da companhia ser aberta em São Paulo, no mês de junho.

Fonte: Reuters

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