Celular do Trump é taxado como pior smartphone Android do ano
Por Bruno Bertonzin |

O Trump Mobile T1, conhecido popularmente como o “celular do Trump”, estreou cercado de críticas. Em uma análise publicada por um veículo especializado, o aparelho foi classificado como o “pior smartphone Android lançado em 2026”.
Com preço sugerido de US$ 499 (cerca de R$ 2.550 em conversão direta), o dispositivo é, na prática, uma versão rebatizada do HTC U24 Pro. Isso já havia sido confirmado por uma análise do interior do aparelho, feita pela iFixit.
A construção física decepciona logo no primeiro contato. A traseira traz um plástico de aspecto frágil e desalinhado com as laterais de alumínio. Além disso, a cor dourada prometida pela marca se assemelha mais a um tom de amarelo-mostarda sob iluminação normal do dia a dia.
Na parte frontal, a tela OLED de 6,8 polegadas possui resolução Full HD e taxa de atualização de 120 Hz. No entanto, as curvas acentuadas nas laterais deixam o visual datado e pouco prático. O leitor de digitais fica em uma posição muito baixa, o que dificulta o manuseio seguro com apenas uma mão.
O desempenho fica por conta do processador Snapdragon 7 Gen 3, um chip lançado no fim de 2023 e considerado defasado para um smartphone de US$ 499 em 2026. Esse mesmo componente equipa celulares bem mais baratos da concorrência. O ponto positivo isolado fica para os 12 GB de RAM e os generosos 512 GB de armazenamento interno.
A bateria tem capacidade de 5.000 mAh e traz um carregador de 30 W na caixa. O telefone também resgata a entrada dedicada para fones de ouvido de 3,5 mm e o suporte para cartão microSD. Contudo, o modelo não oferece compatibilidade com sistemas de carregamento sem fio.
O sistema operacional de fábrica é o Android 15 com uma interface limpa, quase sem modificações visuais. O grande problema é o suporte a atualizações, pois a fabricante não divulgou nenhum cronograma para futuras versões do Android nem para pacotes de segurança. Com isso, existe a possibilidade de o aparelho nunca receber uma atualização de software, o que reduz sua segurança com o passar do tempo.
O conjunto de câmeras traz uma lente principal de 50 MP que registra boas fotos durante o dia, além de uma teleobjetiva de 50 MP com zoom óptico de 2x que também entrega resultados satisfatórios.
Já a ultrawide de 8 MP fica muito abaixo das demais e compromete a experiência. No fim, concorrentes de marcas consolidadas oferecem construção superior e suporte de software garantido pelo mesmo valor, o que dificulta justificar a compra do T1.
O aparelho foi anunciado, originalmente, como um modelo "orgulhosamente projetado e fabricado nos EUA", mas chegou com erro na bandeira que gerou discussões na internet.
Fonte: Android Authority