10 coisas no OPPO Find X9 Ultra que me fariam pagar R$ 12 mil em um celular
Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller |
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Passei algumas semanas com o OPPO Find X9 Ultra como meu celular principal e, depois que devolvi o aparelho, percebi que algumas características ficaram mais na memória do que outras. Boa parte delas envolve as câmeras, o que não surpreende em um celular que coloca fotografia entre seus principais argumentos. Mas não foram megapixels ou números da ficha técnica que me marcaram. Foram situações em que eu percebi que conseguia fazer algo melhor ou de uma forma mais prática.
Então agora listo as 10 coisas que mais me impressionaram no OPPO Find X9 Ultra, e que pesariam bastante caso eu pensasse em comprar um celular que foi lançado no Brasil por R$ 12 mil. Atualmente, o modelo já aparece nas lojas por R$ 10.799.
1. O macro com zoom de 10x muda completamente esse tipo de foto
Fotos macro normalmente exigem que você chegue quase em cima do objeto. É preciso aproximar bastante o celular, acertar a distância do foco e, dependendo do que você quer fotografar, isso simplesmente não é muito prático.
No Find X9 Ultra, a experiência foi bem diferente. Eu consegui fotografar plantas, flores e pequenos detalhes a uma distância considerável e ainda aplicar zoom de até 10x sem perder a sensação de uma foto macro.
O que mais me chamou atenção foi a quantidade de textura preservada. Folhas, pequenos relevos e detalhes difíceis de perceber a olho nu continuaram bem definidos, mesmo sem colocar a câmera praticamente encostada no objeto.
Em todos os casos, gostei mais do resultado do que de macros tradicionais feitas de muito perto com outros celulares. Além da qualidade, a distância extra deixa muito mais liberdade para escolher o enquadramento.
2. O zoom é absurdo, mas são os 10x, 20x e 30x que realmente importam
Sim, o Find X9 Ultra chega a 120x. E esse número serve para aquelas demonstrações que parecem impossíveis até você testar.
Em um dos testes, consegui ler o letreiro de um ônibus que estava a centenas de metros de distância. A imagem nessa distância passa por bastante processamento e dá para perceber a atuação da inteligência artificial, principalmente em prédios e objetos muito pequenos.
Ainda assim, o resultado não me incomodou. A foto já não pode ser chamada de completamente natural, mas também não fica com aquela aparência de imagem reconstruída do zero.
O que eu compraria, porém, não é o 120x. São os níveis de 10x, 20x e até 30x. Neles, a qualidade continua muito boa e já existe uma utilidade real para fotos de viagem, shows, paisagens ou qualquer situação em que você simplesmente não consegue chegar mais perto.
Essas são fotos que eu publicaria tranquilamente em uma rede social.
A estabilização também ajuda bastante. Em zoom extremo, o visor naturalmente treme muito até que a câmera identifique o objeto. Depois disso, o sistema consegue travar no alvo e segura melhor o enquadramento, o que facilita acertar uma foto de algo bem distante.
3. As fotos da Lua não parecem uma imagem inventada pela IA
Celular que fotografa a Lua já deixou de ser novidade. O problema é confiar no quanto daquela imagem veio realmente da câmera e quanto foi praticamente reconstruído pelo processamento.
No Find X9 Ultra, gostei principalmente porque não precisei levar o zoom ao limite para conseguir bons resultados.
Por volta de 20x ou 30x, a Lua já aparece com bastante definição e detalhes perceptíveis da superfície. O enquadramento também é fácil e não exige várias tentativas até conseguir deixar o satélite no centro da imagem.
Isso passa uma sensação melhor de naturalidade. Claro que existe processamento computacional, como existe em praticamente qualquer foto de celular atual, mas o resultado não parece depender de um zoom de 100x ou 120x para virar uma boa fotografia.
4. O modo noturno entende que noite deve continuar parecendo noite
Existe uma obsessão em câmeras de celular por clarear fotos noturnas ao máximo. Em alguns aparelhos, o processamento chega ao ponto de uma cena feita de madrugada parecer um registro no fim da tarde.
Eu prefiro justamente o contrário.
O Find X9 Ultra melhora bastante a exposição e consegue recuperar detalhes nas sombras, mas preserva a atmosfera original. Se o lugar estava escuro, a foto continua parecendo ter sido feita à noite.
As cores também permanecem naturais. O céu não ganha aquele aspecto acobreado e a iluminação artificial não invade toda a cena só para aumentar a claridade.
É o tipo de modo noturno que eu gosto: ele melhora o que a câmera consegue enxergar, mas não tenta reinventar o ambiente.
5. O modo retrato praticamente não dá trabalho
O modo retrato foi outro ponto em que eu quase não precisei pensar para conseguir uma boa foto.
A câmera já entrega uma qualidade geral excelente, com bastante definição e cores muito fiéis. A partir dessa base, o recorte entre a pessoa e o fundo também funciona muito bem e lida bem até com áreas mais difíceis para o processamento.
O desfoque completa o conjunto de forma convincente e não parece apenas uma máscara aplicada atrás da pessoa. Existe uma transição natural entre os planos, o que ajuda bastante no resultado final.
No fim, o grande mérito é a consistência. É só apontar, enquadrar e tirar a foto sem se preocupar demais se o software vai errar o contorno ou exagerar no efeito.
6. O 4K a 120 fps entrega vídeos com outra aparência
A gravação em 4K a 120 fps foi uma das funções de vídeo que mais gostei de testar no Find X9 Ultra.
A imagem fica muito suave e mantém excelente definição. O resultado tem uma aparência mais elaborada, próxima do que eu costumo associar aos vídeos feitos com os modelos Pro do iPhone.
O comportamento do foco também me chamou bastante atenção. Em uma gravação com duas pessoas em distâncias diferentes, o celular consegue sair do primeiro plano, focar rapidamente em quem está mais atrás e desfocar a pessoa anterior de forma bastante natural.
A estabilização completa bem o pacote e ajuda em cenas com movimento. É uma configuração que eu usaria para gravações mais caprichadas, entrevistas, cenas em movimento ou vídeos que depois podem virar câmera lenta.
Só existe um problema: espaço.
Em um dos meus testes, 47 segundos de gravação ocuparam 588 MB. Isso dá algo próximo de 750 MB por minuto se o arquivo mantiver a mesma proporção.
Para um vídeo especial, tudo bem. Para registrar qualquer coisa do cotidiano, eu continuaria no 4K a 60 fps ou até em 1080p para não ver o armazenamento desaparecer tão rápido.
7. O botão da câmera realmente melhora o controle do zoom
O botão dedicado à câmera lembra bastante a proposta do Controle da Câmera dos iPhones mais recentes.
Não foi algo que virou indispensável durante o período de testes, mas existe uma situação em que ele melhora bastante a experiência: controlar o zoom.
Deslizar o dedo pelo botão deixa o ajuste mais preciso e confortável do que fazer o gesto diretamente na tela. Isso ajuda principalmente quando você quer chegar a um nível específico sem alterar o enquadramento por acidente.
Ele também é útil para disparos rápidos e fotos sequenciais.
Por outro lado, a implementação ainda é mais simples do que a da Apple. O botão serve basicamente para controlar o zoom e fotografar, sem a mesma variedade de ajustes adicionais disponível no equivalente do iPhone.
Mesmo assim, entre ter ou não ter, eu prefiro ter.
8. A integração com o PC foi uma das coisas que mais usei
Fora das câmeras, talvez essa seja a função que eu mais sentiria falta.
O Find X9 Ultra usa o O+ Connect no computador para criar uma integração bem completa entre os dois dispositivos. No meu caso, o copiar e colar compartilhado foi disparado o recurso que mais usei.
Eu podia copiar um texto no celular e simplesmente colar no computador, ou fazer o caminho contrário. Parece uma função pequena até virar parte da rotina.
Também gostei bastante do acesso aos arquivos do telefone pelo computador. Dá para navegar pelas pastas, encontrar fotos, vídeos ou documentos e acessar tudo sem precisar ligar um cabo.
A sensação é parecida com abrir um serviço de armazenamento na nuvem, só que o conteúdo está direto no celular.
Testei ainda o espelhamento da tela e as notificações no computador. Ambos funcionaram bem, apesar de eu não ter usado tanto essas funções no dia-a-dia. Para quem passa o dia no PC e quer pegar menos vezes no celular, podem ser ainda mais úteis do que foram para mim.
9. Copiar uma tag NFC para o celular é muito mais útil do que parece
Essa foi uma daquelas funções que eu comecei a testar mais por curiosidade e terminei com vontade de usar de verdade.
Minha primeira tentativa foi com o crachá corporativo. O celular conseguiu ler as informações da tag, mas a cópia não funcionou na catraca. O sistema de segurança da empresa bloqueou o acesso.
Depois testei com uma tag NFC de fechadura eletrônica e, nesse caso, funcionou perfeitamente.
Após o cadastro, eu só precisava aproximar a traseira do Find X9 Ultra da fechadura para destravá-la. Na prática, o celular passou a substituir a tag física.
Outro detalhe me deixou mais tranquilo durante o teste. A leitura não acontece de forma instantânea ao simplesmente aproximar o aparelho de qualquer cartão NFC. É preciso iniciar o processo e manter a tag próxima durante algum tempo para concluir a leitura.
Assim, quem tem um OPPO com esse recurso não consegue facilmente copiar tags ou arquivos NFC de outra pessoa.
10. A bateria é tão boa que eu simplesmente parei de pensar nela
Talvez a melhor coisa que eu possa falar sobre a bateria do Find X9 Ultra seja a bateria. Ter que recarregá-la sempre antes de sair de casa não era uma preocupação.
No uso cotidiano, o celular atravessava o dia com tranquilidade e ainda tinha carga para continuar no dia seguinte. Não existia aquela necessidade de olhar a porcentagem no meio da tarde para decidir se era melhor economizar bateria até chegar em casa.
A única exceção eram dias de evento. Nesses casos, eu fazia questão de sair com 100%, porque já sabia que usaria muito a câmera, faria gravações, entrevistas e teria um ritmo bem mais pesado.
No restante do tempo, colocar o celular na tomada deixou de ser algo que precisava entrar no planejamento do dia.
Bônus: infravermelho continua sendo uma conveniência ótima
O infravermelho é uma função simples, mas que eu gostaria de ver em mais celulares premium.
Configurei o Find X9 Ultra para controlar uma TV e o processo foi rápido. Depois disso, o celular funcionou normalmente como controle remoto.
Não é um recurso que decide sozinho a compra de um aparelho, claro. Mas é exatamente aquele tipo de conveniência que faz diferença quando você precisa dela e percebe que já tem a solução no bolso.
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