Usuários comuns são o ponto de entrada para malwares chegarem a empresas

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 25 de Maio de 2021 às 23h40

Embora a maioria dos malwares tenha o mundo corporativo como alvo principal de suas ações, nem sempre criminosos organizam seus ataques mirando empresas de forma direta. Uma pesquisa realizada pelo Kaspersky mostra quem 37% das pessoas comuns que trabalham em locais distintos não possuem ideia dos danos que um ciberataque pode causar — o que aumenta a chance de elas virarem portas de entrada para infecções.

A falta de conscientização sobre o tema, ligada à sofisticação crescente dos golpes e das ações de criminosos torna a cibersegurança um tema cada vez mais complexo e importante. Segundo Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil, é importante que soluções de proteção combinem transparência e eficiência, permitindo que realidades cotidianas sejam realizadas sem obstáculos.

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Também é preciso que tanto as empresas quanto seus funcionários estejam cientes às boas práticas que reduzem o risco de ataques. 60% dos brasileiros costumam salvar arquivos de trabalho em serviços de nuvem pessoais e, destes, somente 40% lembram de apagar esses documentos posteriormente. Com isso, 33% dos participantes revelam que ainda possuem acesso aos documentos de empregadores anteriores — algo que expõem dados e informações confidenciais a possíveis vazamentos.

Como proteger sua empresa

Confira algumas recomendações que ajudam a proteger tanto seus dados pessoais quanto a empresa para a qual você trabalha:

  • Realize treinamentos regulares sobre temas como gestão de contas, senhas, navegação online, proteção de dados confidenciais e o uso de redes sociais, entre outros;
  • Proteja dados corporativos sensíveis com criptografia, estejam eles armazenados em servidores corporativos, dispositivos de usuários ou em serviços pessoais;
  • Faça o backup frequente de dados para garantir que informações importantes permaneçam protegidas;
  • Promova bons hábitos na definição de senhas: compartilhar dados de acesso e usar informações pessoais como base para a criação de chaves de acesso não são práticas recomendadas;
  • Use softwares de segurança de qualidade e se assegure de que eles sempre estão atualizados.

“Adotar hábitos mais seguros não é diferente de passar a comer mais saudável. Precisamos aprender quais alimentos são tão ricos do ponto nutricional e menos calóricos para substituir em nossa alimentação, assim como precisamos saber identificar os riscos das nossas ações online”, compara Rebouças.

Em um ambiente de pandemia, na qual o home office tomou espaço e parte das empresas se mudou para as casas de funcionários, seguir boas práticas de segurança digital é cada vez mais importante. Separar o privado do público e seguir boas práticas pode evitar que seus dados pessoais sejam roubados e que criminosos realizem ações prejudiciais a um grande número de pessoas.

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