Uber lança relatório nos EUA sobre segurança e agressão sexual

Por Nathan Vieira | 06 de Dezembro de 2019 às 17h35
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Nesta sexta-feira (6), a Uber lançou seu primeiro relatório de segurança, que envolve agressões e abusos sexuais. Nesse documento, a empresa conta que recebeu 2.936 denúncias de agressão sexual, número que aumentou para 3.045 em 2018, embora tenha havido uma queda de 16% na taxa média de incidentes, o que sugere que pode estar relacionado ao aumento do foco da empresa na segurança. A Uber categoriza as agressões sexuais em cinco subcategorias: beijo não consensual em uma parte do corpo não sexual, tentativa de penetração sexual não consensual, toque não consensual de uma parte do corpo sexual, beijo não consensual de uma parte do corpo sexual e penetração sexual não consensual.

Em relação à última subcategoria, a empresa chegou a receber 229 denúncias em 2017 e 235 denúncias em 2018. Ao longo de 2017 e 2018, os incidentes relatados ocorreram em 0,00002% das viagens. “Embora esses relatos sejam raros, todo relato representa um indivíduo que se apresentou para compartilhar uma experiência intensamente dolorosa”, consta no relatório. Essas denúncias aconteceram tanto por parte de passageiros quanto por parte de motoristas.

“A publicação voluntária de um relatório que discute essas questões difíceis de segurança não é fácil”, escreveu o diretor jurídico da Uber, Tony West. “A maioria das empresas não fala sobre questões como violência sexual, porque isso corre o risco de convidar manchetes negativas e críticas públicas. Mas sentimos que é hora de uma nova abordagem. Como alguém que processou crimes sexuais e trabalhou nessas questões por mais de 25 anos, posso dizer que uma nova abordagem é extremamente necessária", acrescenta. A Uber tem estado sob escrutínio por suas práticas de segurança, pois em 2017, uma mulher que foi estuprada por seu motorista na Índia entrou com uma ação contra a empresa, e em uma investigação independente realizada pela CNN, a publicação encontrou 103 motoristas do Uber que foram acusados ​​de agressão sexual ou abuso de passageiros.

Medidas de segurança

Ao longo dos anos, a Uber implementou uma série de medidas de segurança projetadas para ajudar a prevenir situações como essas. Em maio de 2018, a companhia adicionou um recurso no aplicativo para chamar a polícia, nos EUA. Mais tarde naquele ano, o Uber adicionou um recurso chamado Ride Check, ativado se o sensor de GPS no telefone do motorista perceber que há uma parada anormalmente longa ou inesperada durante a viagem.

"Confrontar a violência sexual requer honestidade, e é apenas esclarecendo essas questões que podemos começar a fornecer clareza sobre algo que atinge todos os cantos da sociedade", escreveu West. "E, o mais importante, trazendo dados concretos, podemos tornar cada viagem mais segura para motoristas e motociclistas".

Tendo isso em mente, o Canaltech procurou a equipe da Uber no Brasil para entender como estão as medidas de segurança da empresa no país. Assim que houver uma resposta, atualizaremos esta matéria.

Fonte: Tech Crunch

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