TIM é processada por vazar dados que contêm valores de dívidas de seus clientes

Por Natalie Rosa | 17 de Setembro de 2019 às 10h59
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A TIM está sendo acusada de vazar dados sensíveis e valores das dívidas de seus clientes. Por isso, a Senacron (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou um processo administrativo para a investigação dessa suposta irregularidade.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com informações do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, o DCPC, há indícios de que a TIM, através do serviço TIM Negocia, atuou com "ofensa aos princípios de vulnerabilidade, transparência, confiança, educação, informação, harmonização de interesse e da boa-fé", ferindo ainda os direitos de liberdade de escolha, informação adequada, proteção contra práticas abusivas e efetiva prevenção e reparação de dados.

Tela inicial do site TIM Negocia (Imagem: Captura de tela)

O DPDC soube do vazamento após a divulgação do problema na mídia. Segundo as notícias, não há a informação exata de quantos hackers tiveram acesso aos dados sensíveis de clientes no sistema TIM Negocia, e nem quais informações foram, de fato, visualizadas durante o tempo em que permaneceu vulnerável.

Em comunicado enviado ao Canaltech, a TIM afirmou ainda não ter sido notificada pelo Senacon e que o vazamento de informações dos clientes foi resultado de um ataque de hackers. De acordo com a companhia, os dados dos clientes estão protegidos e os mais altos padrões de segurança da informação são aplicados. Confira a íntegra:

"A TIM foi vítima de um ataque criminoso de hackers e ainda não foi notificada da autuação da Senacon, quando apresentará defesa no procedimento administrativo. A empresa reitera seu compromisso com os mais altos padrões de segurança da informação e afirma que os dados dos seus clientes estão protegidos".

A partir do momento que for notificada da autuação, a TIM tem 10 dias para apresentar a sua defesa e poderá pagar a multa de R$ 10 milhões caso seja culpada pelo vazamento. A operadora foi intimada para debater o caso acompanhada de provas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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