Sua senha é o elo mais fraco: 38% dos ciberataques exploram credenciais simples
Por Jaqueline Sousa • Editado por Jones Oliveira |

Cuidado com as suas senhas: uma análise da empresa de segurança KnowBe4 identificou que o roubo dessas credenciais segue como um dos principais vetores de ataques digitais.
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De acordo com a pesquisa, senhas correspondem a cerca de 38% das informações expostas durante violações de segurança. O número acende um alerta dos especialistas, pois mesmo com a adoção de medidas preventivas, como a autenticação multifator (MFA), os criminosos ainda conseguem burlar sistemas para coletar informações sensíveis de usuários.
Um fator que pode explicar esse cenário é o fato de que senhas continuam sendo o principal método de autenticação que usuários comuns e empresas utilizam no dia a dia, muitas vezes sem o acréscimo de medidas mais robustas.
Senhas como alvos
Uma senha pode ser comprometida de diversas formas, mas todas levam para o acesso não autorizado a informações confidenciais do usuário, como dados do cartão de crédito, localização e outros materiais sensíveis.
O sinal vermelho aumenta de intensidade quando analisamos o ambiente corporativo. De acordo com a KnowBe4, ataques de personificação batem recorde de casos, com aproximadamente 98,4% das mensagens de phishing enviadas abordando assuntos como remuneração, políticas internas e comunicados corporativos. 45,2% dos ataques também fazem menção direta ao departamento de Recursos Humanos, aumentando a sensação de confiança para montar a armadilha.
Outros métodos bastante utilizados pelos hackers na hora de coletar senhas de usuários consistem na exploração de falhas técnicas do sistema, uma simples adivinhação ou vazamento de dados de grandes empresas. A engenharia social também continua causando estrago, sendo uma das práticas preferidas dos criminosos.
Vale mencionar que até mesmo digitar a senha de uma conta em locais públicos pode resultar em uma violação de segurança, principalmente se a pessoa usar uma rede Wi-Fi pública, que é mais vulnerável a ataques digitais.
Como ter senhas mais seguras
Embora as ameaças continuem crescendo e se tornando mais sofisticadas, é possível se proteger delas com senhas mais seguras e fortes.
Uma das principais recomendações de especialistas é juntar a autenticação multifator (MFA), que adiciona camadas extras de proteção a senhas, com outros elementos, como credenciais longas que trazem caracteres especiais, por exemplo.
Também vale apostar em um gerenciador de senhas, além de jamais reutilizar as mesmas credenciais em contas diferentes. Evitar informações pessoais, como nomes, datas especiais ou sequências numéricas simples também é fundamental.
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