Segurança de dados na Saúde

Por Lucas Vieira | 23 de Janeiro de 2019 às 10h41

Novamente vamos falar de dados, aqueles números obscuros que para a maioria das pessoas não quer dizer muita coisa, mas que pode significar a perda total da nossa privacidade. Isso tem levado a discussões sobre a guarda e proteção das informações registradas nos mais diversos âmbitos civis. Exemplo recente foi o escândalo da Cambridge Analytica com o Facebook, que nos alertou e nos fez perceber qual o poder os dados contém em si, capazes de eleger e destituir as mais altas autoridades do mundo.

De acordo com a Trendmicro, em uma análise sobre a Deep Web, dados da área da saúde, principalmente farmacêutica, vêm crescendo em número de ataques. Sabemos que na deepweb o comércio funciona como na economia tradicional, quanto maior a demanda, maiores os preços dos produtos/serviços ofertados. Concluímos então que, se os valores e os ataques vem numa crescente, isso é decorrente de maiores solicitações e pagamentos feitos por este tipo de dado.

O último grande vazamento de dados nesta área de maiores proporções ocorreu em outubro passado, em um dos sistemas que alimentava o HealthCare, do governo dos Estados Unidos. Ocasião em que foram comprometidos dados de cerca de 75 mil pessoas, nada comparado com Anthem em 2015, onde 79 milhões foram afetadas, diga-se de passagem, mesmo assim continua sendo um caso expressivo. PS.: Esperamos que as Inteligências Artificiais façam um trabalho de segurança e monitoramento melhor que o nosso.

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O que fica tão confuso na nossa mente é saber que existem condições para garantir acesso mais seguro e autenticado aos sistemas que guardam dados sensíveis, como é o caso do uso da Certificação Digital, com níveis altíssimos de segurança em criptografia garantidos por PKIs no mundo todo, para realizar Login com os métodos mais avançados de autenticação, como Oauth2, e mesmo assim não os vemos serem usados tão largamente quanto deveriam.

A economia dos países já foi medida de diversas maneiras de acordo com a evolução e necessidades da época, como é o caso há tempos, da produção e consumo de ácido sulfúrico (H2SO4), um dos indicadores de crescimento econômico de um país pós-revolução industrial. Podemos estar diante de um novo indicador – a quantidade de dados relevantes produzidos num país – pós-revolução digital? Não vou costurar conjecturas aqui, só deixar a reflexão mesmo.

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