Reconhecimento facial é banido em uma segunda cidade nos EUA

Por Patrícia Gnipper | 28 de Junho de 2019 às 17h40
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Depois de San Francisco, no mês passado, proibir órgãos governamentais de usarem reconhecimento facial em câmeras públicas, agora foi a vez de a cidade de Somerville, no estado de Massachusetts, fazer o mesmo. A lei local proíbe até mesmo a polícia de usar a tecnologia para monitorar a população.

Nos Estados Unidos, usar reconhecimento facial por parte de órgãos públicos é uma atividade que vem sendo alvo de duras críticas por parte de ativistas, políticos e cidadãos, a ponto de até mesmo o estado da Califórnia estar considerando proibir esta tecnologia de ser usada por sua força policial.

Existem diversas pesquisas que já enfatizam os riscos de uma vigilância por meio de reconhecimento facial, incluindo um estudo do MIT que mostra que a tecnologia ainda é falha ao diferenciar rostos similares, em especial rostos femininos e de pessoas não-brancas. Sendo assim, usar reconhecimento facial na polícia, por exemplo, pode levar a um índice preocupante de "flagras" indevidos, não somente constrangendo a população, como também acarretando riscos para quem não conseguir se defender de qualquer acusação.

Recentemente, a Axon (principal produtora de câmeras policiais do país) concordou em parar de vender equipamentos com reconhecimento facial, decisão esta que foi tomada pelo conselho de ética da empresa. Barry Friedman, membro deste conselho, declarou que "há preocupações muito reais sobre a precisão do reconhecimento facial e particularmente sobre vieses na forma como identifica as pessoas, linhas raciais, étnicas e de gênero", concluindo que "não podemos arriscar incorporar a tecnologia de reconhecimento facial ao policiamento".

Fonte: Vice, Gizmodo

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