Quais são as principais vítimas de ataques de phishing?

Quais são as principais vítimas de ataques de phishing?

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 16 de Dezembro de 2021 às 21h30
mohamed Hassan (Pixabay)

O Phishing, tipo de golpe virtual onde criminosos, a partir da engenharia social, roubam dados das vítimas, é conhecido no mundo inteiro, e com isso muitas agências de segurança acreditam que informações sobre as pessoas que caem nestA categoria de ataque são de conhecimento público. Porém, um novo estudo mostra que algumas dessas informações possam ser um pouco diferentes.

O experimento, feito pela ETH Zurich com mais de 14 mil participantes durante um período de 15 meses, enviava para os e-mails de trabalho dessas pessoas mensagens falsas, e suas caixas de entrada também contavam com um botão para denunciar a comunicação fraudulenta.

Como o experimento foi realizado. (Imagem: Reprodução/Airxv.org)

A partir de uma demografia diversa, os pesquisadores descobriram que o gênero das pessoas é relacionado com a incidência de abertura de e-mails de phishings não é verdadeiro. Em vez disso, a idade da pessoa é um fator importante, com idosos, crianças e adolescente entre os que mais abriram as mensagens falsas.

Um outro detalhe curioso encontrado pela pesquisa é que pessoas que usam o computador e softwares especializados para algumas tarefas tem mais chance de serem vitimas de phishing do que aquelas que não utilizam PCs nos seus trabalhos.

Outras descobertas

A pesquisa também mostra que 30,6% dos participantes que abriram um dos e-mails simulados de phishing abriram outros, e 23,9% desses liberavam acessos perigosos aos sistemas, como registro de credenciais.

A descoberta mais preocupante é que 32,1% dos participantes que foram continuamente expostos a tentativas de phishing eventualmente acabam se tornando vítimas, sejam ao abrir um anexo perigoso ou mesmo clicar em um link malicioso.

Por fim, o estudo também mostrou que a partir do botão de denunciar e-mails, embora não tenha conseguido um uso geral dos participantes, em alguns casos conseguiu ficar ativo durante todo o experimento, mostrando que em muitos funcionários a fadiga quanto a essa função não ocorre. Os pesquisadores acreditam que essa é uma descoberta importante, pois se só alguns funcionários já estiverem reportando os perigos, mesmo que muitos outros estejam recebendo, é possível começar a alertar a empresa como um todo.

Fonte: BleepingComputer

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