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Quais são as atitudes das empresas após um ataque cibernético?

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Pexels/cottonbro studio
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Um ataque cibernético é sinônimo de caos no segmento corporativo, com a formação de war rooms, chamamos a especialistas, contatos com agências regulatórias e um gerenciamento rápido das demandas de clientes e parceiros. Mas como fica a situação depois que o terror inicial passa e quais são as lições deixadas por incidentes assim?

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Um levantamento feito pelos especialistas da Skyhigh Security demonstrou um pouco do sentimento que fica após uma empresa ser vítima de uma brecha. Em um universo em que a adoção acelerada do cloud computing trouxe maior complexidade, com direito a 97% das organizações afirmando já terem enfrentado falhas de proteção em nuvens públicas ou privadas, as respostas ainda estão longe de serem unânimes.

Antes de falar das atitudes, é importante levar em conta que a pesquisa considera diferentes tipos de ameaças digitais, o que também pode ajudar a explicar a pluralidade de respostas. Para os 75% de organizações que enfrentaram ameaças reais diante das brechas encontradas, 90% tiveram seus sistemas comprometidos, enquanto 80% das ocorrências envolveram o roubo de dados internos.

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Abaixada a poeira, a principal atitude citada pelos executivos entrevistados pela Skyhigh Security foi a ampliação dos investimentos em segurança. Essa é a maior preocupação para 56% dos participantes, um resultado próximo do segundo colocado, o treinamento para funcionários e executivos, com 52% das respostas. A ideia, aqui, é trabalhar em novas barreiras e fechar vetores de entrada para que o caos não volte a se instalar.

Depois, para 47%, está a criação ou o refinamento de protocolos de gestão de crise e recuperação, de forma que dados não sejam perdidos e as operações voltem a funcionar com a maior rapidez possível. Empatada está a busca por seguros contra incidentes cibernéticos, uma questão que ajuda a prevenir perdas financeiras e pode auxiliar nos balancetes, além de ajudar a elevar a barra da proteção geral.

Na ponta final do ranking estão alternativas consideradas mais complexas. 41% consideraram, após sofrerem um ataque, migrar para uma arquitetura de confiança zero para gerenciar identidades e logins, enquanto 39% olharam para os microsserviços. Assim, imaginam, seria mais fácil localizar aberturas localizadas e impedir que elas gerem um efeito cascata que atinja toda a rede.

Trabalho conjunto para mitigar ataque cibernético

E com quem fica a responsabilidade de aplicar tais parâmetros? Para os entrevistados pela Skyhigh, a ideia geral é de que a preocupação com proteção é compartilhada, em média, por dois cargos gerenciais, principalmente o CTO (48%) e CIO (37%). Gerentes de segurança de TI, administradores de tecnologia da informação e gestores gerais desse segmento aparecem logo depois, com 35%, 29% e 28%, respectivamente.

Chega a ser curioso notar, entretanto, que a figura do CISO, o diretor de segurança da informação, aparece apenas em sexto, com 22% das menções. Seria um reflexo de médias e pequenas organizações que não necessariamente possuem essa pessoa em seu organograma, enquanto suas atribuições seriam divididas por demais gestores.

E enquanto os analistas da Skyhigh consideram positiva a ideia de que segurança é um trabalho compartilhado, o outro lado desta moeda pode ser a ideia de que outra pessoa está cuidando desse aspecto. Caso todos pensem assim, ninguém estará atuando, com a busca por uma melhor organização e governança, assim como políticas claras de segurança e lide com dados, ajudam a proteger as informações e os processos.