Procura por cursos de segurança digital cresce em cenário de aumento de ataques

Procura por cursos de segurança digital cresce em cenário de aumento de ataques

Por Felipe Gugelmin | Editado por Patrícia Gnipper | 17 de Maio de 2021 às 23h00

Em um cenário em que a COVID-19 acelerou a transformação digital de muitas empresas, que tiveram que se adaptar rapidamente à realidade do home office, também cresceram os ataques virtuais no Brasil e no mundo. Conforme mostra uma pesquisa da Check Point Research, a cada dia mais de 1 mil organizações ao redor do mundo têm sido afetadas por malwares, situação que tem se refletido em uma maior procura por qualificação e formação especializada.

Segundo o Instituto Daryus de Ensino Superior Paulista (IDESP), houve um aumento de 85% em novas matrículas em seus cursos de Desenvolvimento Seguro, Continuidade de Negócios, Gestão de Riscos, Gestão de Segurança da Informação, Cibersegurança e Inteligencia Cibernética. Além dos crescentes ataques, a transição para modelos de trabalho remoto também tem impactado positivamente o setor de Tecnologia da Informação (TI), que deve tem previsão de crescer 11% em 2021, segundo dados do IDC.

“Por conta dos diversos vazamentos de dados e a necessidade das empresas estarem em conformidade com a LGPD, notamos uma grande procura por cursos de segurança digital e acreditamos que o setor continuará aquecido por muito tempo”, afirma Nadia Guimarães, diretora acadêmica do IDESP e COO do Grupo Daryus.

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Setor de TI aquecido

A IDESP também registrou um aumento de 300% na procura pela certificação da IAPP (International Association of Privacy Professionals), maior comunidade de profissionais de privacidade de informações do mundo. Segundo o CEO do Grupo Daryus, Jeferson D’Addario, profissionais que desejam crescer na área de TI devem procurar se especializar em temas como cibersegurança, proteção de dados privados, IA, 5G, automação e Internet das Coisas para atender às demandas de curto prazo.

A procura por profissionais de segurança qualificados deve continuar aumentando nos próximos anos, em um momento no qual ataques virtuais viraram prioridade para governos como os dos Estados Unidos. Após os ataques à Colonial Pipeline, o presidente Joe Biden assinou uma ordem executiva para fortalecer a proteção de dados federais do país — algo que analistas consideram insuficiente diante da sofisticação cada vez maior dos ataques arquitetados por grupos como o DarkSide.

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