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Polêmica: FBI assume que compra dados para rastrear pessoas

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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GeoJango Maps/Unsplash
GeoJango Maps/Unsplash

O diretor do FBI, Kash Patel, admitiu durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos que a agência federal compra dados de localização de pessoas que podem ser usadas em investigações. A informação é do Politico.

Esta é a primeira vez que a organização confirma que está ativamente comprando informações pessoais de cidadãos americanos no mercado desde que Christopher Wray, ex-diretor do FBI, revelou em 2023 que a agência tinha adquirido esses dados no passado.

Na audiência, Patel afirmou que os materiais são coletados com base na legislação, defendendo a prática para obtenção de “informações valiosas” para o serviço de inteligência.

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“Adquirimos informações disponíveis comercialmente que estejam em conformidade com a Constituição e as leis de Privacidade das Comunicações Eletrônicas, e isso nos proporcionou informações valiosas”, disse o diretor do FBI.

Decisão controversa

A declaração feita por Kash Patel acendeu um debate controverso na comunidade de segurança do país. Isso porque a compra de dados exclui uma etapa importante do processo, que precisa obrigatoriamente contar com o apoio de um mandado judicial desde 2018.

De acordo com a lei, as agências precisam de um mandado judicial para coletar dados de localização que são fornecidos por operadoras telefônicas. Porém, o processo é encurtado pela oferta direta dessas informações, oferecidas pelas próprias empresas.

Em resposta ao caso, o senador Ron Wyden classificou a operação como “ultrajante”, apontando para o uso de inteligência artificial (IA) para analisar informações privadas.

“Fazer isso sem mandado judicial é uma manobra ultrajante para contornar a Quarta Emenda, sendo particularmente perigoso considerando o uso de inteligência artificial para examinar grandes quantidades de informações privadas”, afirmou Wyden na audiência.

Fonte: Politico