Pandemia gera alta de phishing e interesse por “como hackear” perfis do Facebook

Por Ramon de Souza | Editado por Jones Oliveira | 20 de Abril de 2021 às 21h40
Reprodução/Rawpixel (Envato)

Um novo estudo divulgado pela NordVPN, famosa solução de rede virtual privada (private virtual network ou VPN), mostra que a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) realmente incentivou o crime cibernético — não só entre aqueles que já praticavam tais atos obscuros, mas também pelo público que pode ser considerado leigo no assunto. De acordo com a companhia, após analisar os termos mais buscados no Google, foi constatado que os internautas realizaram mais de 171 mil pesquisas sobre como “hackear” algum sistema.

Desse montante, 46% eram de pessoas interessadas em invadir perfis alheios do Facebook, enquanto 21% se focaram em quebrar senhas de redes Wi-Fi. O interesse específico pela plataforma criada por Mark Zuckerberg tem uma justificativa: “Uma vez obtidas por um cibercriminoso, as contas do Facebook podem abrir portas para o Instagram, lojas online que mantêm dados de cartão de crédito, entre outras”, explica Daniel Markuson, especialista em privacidade digital da NordVPN.

Também assusta a quantidade de e-mails falsos (phishing) que foram disparados desde o início da crise pandêmica: a companhia contabilizou um aumento de 400% de tentativas durante esse período. Junto com outros golpes de engenharia social — ou seja, que visam manipular os sentimentos e as emoções humanas para convencer o internauta a adotar uma postura insegura —, tal prática corresponde a 60% de todos os ataques cibernéticos identificados em pleno isolamento social.

Felizmente, há boas notícias: a adoção de VPNs no ambiente corporativo aumentou em 165%, com um crescimento de 600% nas vendas dessas soluções para empresas ao redor do globo. Para 97% dos usuários, a proteção online é a principal vantagem desses apps. “O aumento dos ataques cibernéticos deixou as pessoas mais preocupadas com a proteção de seus dados. Elas estão usando mais PCs para tarefas profissionais, o que cria a necessidade de proteger qualquer dado que possa ser trafegado nessas redes”, conclui Markuson.

Fonte: NordVPN

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