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O stalker foi stalkeado: vazamento expõe dados de quem usava apps espiões

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Freepik
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Um hacktivista expôs mais de meio milhão de registros confidenciais mantidos por um fornecedor de aplicativos do tipo stalkerware, um software usado para vigiar pessoas na internet.

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Entre as informações extraídas estão dados de pagamentos e endereços de e-mails de clientes que usavam os apps de uma empresa ucraniana chamada Struktura para ciberespionagem. Alguns dos aplicativos identificados foram o Geofinder e o uMobix, assim como o serviço Peekviewer, um app que supostamente permite o acesso a contas privadas no Instagram.

Também foram revelados registros de transações do Xnspy, um app usado para vigiar celulares que, em 2022, expôs dados privados de milhares de dispositivos Android e iPhones.

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Exploração de falhas de segurança

A exposição de dados sensíveis de aplicativos stalker vem a partir da exploração de falhas de segurança encontradas nessas plataformas. O preocupante é que esse cenário não é incomum: somente nos últimos anos ocorreram diversos casos de apps espiões sendo hackeados, resultando no vazamento de dados dos usuários e até das vítimas vigiadas.

A grande questão por trás desses aplicativos é que muitos operam na ilegalidade, coletando informações confidenciais de pessoas, como registros de chamadas, mensagens de texto, histórico de navegação e localização, que são compartilhados com o usuário que usa o app para vigiar alguém. O software também registra dados usados nas transações dentro do aplicativo, inclusive o valor pago e os últimos quatro dígitos do cartão.

De acordo com o hacktivista por trás da exposição, a coleta de dados foi possível por causa de um “bug trivial” no site do fornecedor. Uma vez que essas informações foram captadas, o hacker as divulgou em fóruns na dark web.

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Fonte: TechCrunch