Novo sistema de proteção "superseguro" usa criptografia em computação quântica

Novo sistema de proteção "superseguro" usa criptografia em computação quântica

Por Felipe Demartini | Editado por Claudio Yuge | 07 de Dezembro de 2021 às 18h20
Divulgação/Oleg Gamulinskiy/Pixabay

Prometendo um sistema de proteção “super seguro”, a empresa britânica Cambridge Quantum anunciou nesta semana o lançamento de uma plataforma de criptografia baseada em computação quântica. A ideia, voltada para setores com alto índice de ataques e serviços essenciais, é utilizar o alto poder de processamento para criar chaves com maior aleatoriedade em relação às convencionais, sendo, assim, mais fortes contra ataques cibernéticos.

O serviço batizado de Quantum Origin será oferecido primeiro a empresas de segurança da informação e ao setor financeiro, como um projeto piloto do que, mais tardem chegará também a organizações governamentais, de defesa, indústria, energia e telecomunicações. A ideia é entregar um sistema que seja mais sofisticado e robusto, com maior índice de aleatoriedade e resistência contra desencriptadores e ataques de força bruta.

Explicando de maneira básica, a diferença entre a criptografia quântica e a tradicional está nos bits — enquanto nos computadores comuns eles só podem ser configurados para um ou zero, a nova tecnologia permite que cada um possua os dois valores simultaneamente. Além de abrir mais caminhos para aleatoriedade, a ideia é que as máquinas com essa tecnologia trabalhem milhões de vezes mais rapidamente que os supercomputadores da atualidade.

Ao mesmo tempo em que fala de uma tecnologia de agora, a Cambridge Quantum também diz estar se preparando para um futuro em que esse tipo de tecnologia seja mais comum e acessível. O que hoje é uma proteção sofisticada e poderosa para ameaças deve se manter como tal na medida em que a onda avança, com a Quantum Origin representando um trabalho de anos de pesquisa e desenvolvimento com foco na proteção dos usuários.

Da mesma forma, se trata de uma forma de combater uma das principais críticas à computação quântica, a de que as máquinas seriam capazes de, facilmente, quebrar sistemas de criptografia tradicionais devido a seu alto poder de processamento. A ambição da companhia do Reino Unido, também, é de apresentar aquele que pode ser um novo padrão de segurança na medida em que a tecnologia avança.

A Cambridge Quantum é uma startup fundada em 2014 com foco no uso da computação quântica no mercado corporativo. Neste ano, ela se tornou uma subsidiária da Quantinuum, empresa que, por sua vez, é controlada pela Honeywell International, uma das principais multinacionais da atualidade no fornecimento de softwares industriais.

Fonte: Reuters

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