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Nova falha no Smart Sampa expõe 17 mil câmeras e imagens de autoridades sem senha

Por  • Editado por Jones Oliveira |  • 

central de monitoramento smart sampa
Reprodução/Prefeitura de São Paulo/Secom

Serviço de monitoramento inteligente da cidade de São Paulo (SP), o Smart Sampa teve mais uma brecha de segurança identificada nos últimos dias. De acordo com o UOL, uma falha permitiu o acesso indevido a 17 mil câmeras de segurança do sistema.

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É a segunda grande brecha que envolve o Smart Sampa nas últimas três semanas: em outubro, o Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar os vazamentos que resultaram na exposição de 58 mil câmeras no período de 11 meses.

A reportagem original informa que teve acesso às imagens hospedadas na empresa de nuvem Monuv por cinco dias, mas os links comprometidos foram removidos posteriormente. O acesso permitia acompanhar, ao vivo, a movimentação de ruas em que residem autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e os ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.

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Por que o erro aconteceu de novo?

A brecha mais recente é atribuída a uma falha no código-fonte da Sentinelx, que controla a plataforma tecnológica do Smart Sampa. Arquivos disponíveis na web revelavam endereços de serviços usados para buscar dados, o que permitia acessar cadastros e até os links das transmissões.

Em conversa com o Canaltech, a Business Development Manager da empresa de segurança Genetec, Rafaela Silva, avalia que não é simples corrigir estratégias de desenvolvimento, mas entende que alguns pilares básicos de proteção foram negligenciados.

Um deles é a autenticação em dois ou múltiplos fatores, visto que existem soluções mais seguras em softwares críticos de gestão. A falta de segregação de ambientes é outro problema, de acordo com a especialista.

“Como um único usuário, ainda que estivesse realizando a sua autenticação de forma segura, poderia ter acesso irrestrito a todas as câmeras e dados sensíveis, como rostos e placas?”, questiona Silva.

Rafaela Silva ainda aponta que as próprias plataformas deveriam aplicar camadas de privacidade no vídeo das câmeras para borrar o rosto das pessoas em situações de acesso irrestrito ao vídeo. 

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“A máscara de privacidade é um requisito importante, para que um operador não tenha acesso ao rosto das pessoas e, no caso de uma investigação ou na comparação de rostos (lista de procurados, por exemplo), apenas pessoas com níveis restritos possam acessar tais rostos, placas ou outros dados sensíveis”, completa.

O que diz a Prefeitura de São Paulo

Em nota enviada ao UOL, a Prefeitura de São Paulo reforça que o repositório com os links de acesso nunca esteve público e atribui esse vazamento a um ato criminoso. Não há sinais de ataque ao sistema do Smart Sampa, enquanto a PRODAM e o Consórcio Smart City SP (responsável pela operação do sistema) contrataram uma empresa intependente para análises de segurança.

Responsável pelo serviço de nuvem, a Monuv aifrmou que mantém uma estrutura de segurança “em linha com as boas práticas do setor”.

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