Netshoes vai ligar para clientes afetados por vazamento de dados

Por Felipe Demartini | 28 de Fevereiro de 2018 às 10h15
Reprodução

A Netshoes se comprometeu a entrar em contato com os mais de dois milhões de clientes afetados por um recente vazamento de dados, que teria ocorrido em dezembro do ano passado. A medida faz parte de um acordo feito pela empresa e o Ministério Público do Distrito Federal, com quem ela se reuniu na última semana para discutir os efeitos do comprometimento das informações.

Com a descoberta da brecha, dados como e-mail, nomes completos, CPFs e histórico de compras dos clientes teriam sido comprometidos. Dados bancários, como números de cartão de crédito, entretanto, não foram acessados pelos hackers, o que não significa que o que, efetivamente, vazou não sirva para a aplicação de golpes ou tentativas de fraude.

É justamente sobre isso que a Netshoes deseja conversar com as vítimas. A partir do dia 8 de março, a empresa inicia uma jornada de contatos telefônicos com o intuito de informar aos afetados sobre o que aconteceu, as possíveis consequências e, principalmente, o que eles podem fazer para se protegerem de novas tentativas de golpes. As ligações devem ser realizadas em 30 dias úteis.

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Segundo investigação da Comissão de Proteção dos Dados pessoais do MP do Distrito Federal, com a vulnerabilidade na infraestrutura, hackers obtiveram acesso a dados que incluem até mesmo e-mails relacionados a funcionários de órgãos federais, como a Câmara dos Deputados, a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal e até a Presidência da República.

Em comunicado oficial, a Netshoes disse que todas as providências para lidar com o problema foram tomadas desde o momento em que o caso foi noticiado. Além disso, afirmou que adota melhores práticas de segurança da informação e negou os indícios de que sua estrutura tecnológica tenha sido comprometida como reflexo da vulnerabilidade.

Por fim, a empresa disse ainda que não negocia com criminosos. Como eles tentaram extorqui-la com a possível liberação dos dados, o caso acabou caindo na alçada da Polícia Federal, que está investigando o crime e tenta chegar aos responsáveis. A pena para esse tipo de crime vai de quatro a 10 anos de prisão.

Fonte: Correio Braziliense, G1

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