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LinkedIn é processado por suposta varredura de extensões para coletar dados

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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appshunter.io/Unsplash
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O LinkedIn virou alvo de duas ações judiciais coletivas que acusaram a plataforma de extrair dados de usuários sem consentimento por meio da varredura de extensões de navegadores.

Os dois processos foram protocolados em um tribunal distrital na Califórnia, nos EUA, depois que o Fairlinked e.V., uma associação que afirma estar ligada a usuários comerciais do LinkedIn, publicou um relatório alegando que a rede social espionava usuários com um arquivo JavaScript que escaneia extensões no Chrome.

Em resposta às ações, o LinkedIn afirmou que a disputa é “exagerada” e que distorce práticas firmadas em sua Política de Privacidade. “Isso é um castelo de cartas construído inteiramente por uma invenção”, criticou em nota ao PCMag.

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Espionagem silenciosa

Causando polêmica, o caso da varredura silenciosa de extensões pelo LinkedIn revelou que a plataforma usa um script em uma operação que analisa mais de 6 mil extensões, usando os dados encontrados para verificar se os usuários estão usando ferramentas de concorrentes.

Além disso, o script também possibilita que a rede colete outros tipos de informações sensíveis, como resolução de tela, fuso horário, configuração de idioma, núcleos de CPU e mais.

O LinkedIn, por sua vez, afirmou que as alegações são “falsas”, mas admitiu que verifica extensões instaladas para proteger a privacidade dos usuários e manter a estabilidade do site. Essa obtenção de informações está justificada na Política de Privacidade da rede, que aponta que a plataforma pode obter dados sobre a rede ou dispositivo, o que pode incluir extensões.

Desdobramento judicial

A justificativa do LinkedIn, no entanto, não foi o bastante para evitar um desdobramento na justiça americana. Ambas as ações exigem que a rede pague indenizações aos usuários afetados e interrompa a verificação das extensões.

De acordo com o PCMag, uma ação tem como foco a possível violação de leis de privacidade e acesso a dados, enquanto outra aposta na conduta da plataforma diante do escaneamento sigiloso.

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Fonte: PCMag