Kaspersky: um em cada quatro brasileiros acessa pornografia no trabalho

Por Rafael Arbulu | 18 de Janeiro de 2019 às 18h09
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Um estudo conduzido pela empresa de antivírus e segurança da informática Kaspersky concluiu que... vocês curtem bastante porn, não? Piadas à parte, o levantamento concluiu que um em cada quatro brasileiros reproduzem conteúdo adulto no ambiente de trabalho, elencando-nos em segundo lugar em um ranking distribuído pela América Latina e envolvendo homens e mulheres.

Quebrando em números: peruanos lideram a pesquisa, com 26% deles acessando pornografia no trabalho; em seguida, somos nós, brasileiros, com 24%. Mexicanos e argentinos vêm logo atrás, com 19%. Chilenos e colombianos demonstram maior autocontrole, com “apenas” 14% e 12% dos respondentes acessando conteúdo adulto, respectivamente. Na esfera feminina, as colombianas lideram este hábito, com 13%, seguidas das peruanas (10%), mexicanas e brasileiras com 9%. No fim da lista estão as argentinas e as chilenas com 7% e 4%, respectivamente.

A pesquisa, embora tenha um tom humorístico, faz parte de um projeto bem mais sério, chamado “Ressaca Digital”, que busca levantar pontos de entrada para diversos tipos de malware e outros golpes praticados online contra usuários. Neste caso, 17% dos chilenos infectados por malware para celulares admitem que o fizeram ao serem enganados por banners de motivos pornográficos. Trojans bancários também figuram na lista, disfarçados de players de vídeo que mostram, adivinhe, vídeos adultos. Golpes de scareware e ransomware também fazem parte da lista, ao encorajar o clique em mídias eróticas para, com o acesso garantido à máquina, travá-la remotamente e exigir pagamento em dinheiro para liberação.

(Imagem: Reprodução/Kaspersky Labs)

O objetivo da “Ressaca Digital” é o de elevar a conscientização sobre os riscos aos quais os usuários da internet estão expostos quando navegam sem precauções. O mesmo estudo, por exemplo, confirmou que homens são mais propensos a realizarem compras online (42%, com faixa etária entre 18 e 25 anos), outro foco conhecido de golpes.

Entretanto, entra ano e sai ano, o grande vilão da segurança digital continua sendo o e-mail: segundo o estudo, 73% dos trabalhadores latino-americanos – homens e mulheres – afirmam que usam, no trabalho, as suas caixas de entrada particulares; e 49% afirmam checar e postar em suas redes sociais durante o serviço. Quase a metade deste último caso (40%) justifica isso por passar a maior parte do dia em escritório ou trabalhando.

Há também dados interessantes sobre o uso de ferramentas exclusivas para o trabalho: 25% dos respondentes dizem não ter um laptop de uso exclusivo para o trabalho e, dos que o tem, 30% o conectariam ou já o conectariam a uma rede pública WiFi (cafés, restaurantes e aeroportos), ao passo que 8% dizem que se conectariam a uma rede virtual privada (VPN).

“As práticas negligentes de alguns colaboradores podem causar sérios danos às empresas, pois aumentam o risco de vazamento de dados corporativos confidenciais”, afirma Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe de pesquisa e análise da Kaspersky Lab para América Latina. “O risco de infecção existe e está presente em ambos os sites adultos e aqueles que não têm nada a ver com pornografia. No caso do primeiro, os golpistas estão bem preparados para atrair usuários. No entanto, evitar que os funcionários acessem pornografia online ou aplicativos suspeitos não é uma prática efetiva. O mais importante é manter sempre os dispositivos protegidos, tanto dos próprios trabalhadores quanto de toda a organização”.

Seguindo a avaliação dos dados, dos 30% dos entrevistados que afirmaram pertencer a uma empresa com mais de 300 funcionários, apenas 44% possuem uma política de governança corporativa de uso de dispositivos eletrônicos. Outros 35% não são controlados por nenhuma política e 21% não sabem se sua empresa conta com alguma regra do tipo.

Fonte: Kaspersky Labs

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