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IAs impulsionam ataques DDoS mais sofisticados; Brasil lidera na América Latina

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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franganillo/Pixabay
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A NETSCOUT divulgou nesta quarta-feira (4) seu Relatório de Inteligência de Ameaças de Ataques de Negação de Serviço Distribuídos (DDoS) com base em dados coletados no segundo semestre de 2025, e os resultados encontrados alertam para um aumento de casos e uma maior sofisticação dos ataques.

Segundo os pesquisadores, alguns fatores explicam essa mudança nos ataques DDoS, como a capacidade de infraestrutura de IoT e a aprimoração dos cibercriminosos, que estão apostando em serviços sob demanda para capacitação.

Além disso, outro ponto que se destaca na análise é que os hackers estão cada vez mais investidos na adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) e botnets coordenadas para organizar operações mais complexas e difíceis de serem detectadas.

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O resultado de todos esses elementos pode ser traduzido em números: o relatório aponta que foram registrados mais de oito milhões de ataques em 203 países ao redor do mundo no último semestre de 2025, com alguns chegando a 30 Tbps por segundo. Entre os países analisados, o Brasil é o principal alvo em toda a América Latina.

Nova era de ataques DDoS

Aprofundando-se nos dados coletados, os especialistas da NETSCOUT observaram que aproximadamente 42% dos ataques DDoS usaram de dois a cinco vetores distintos na operação, com alguns se adaptando de maneira dinâmica à rede para dificultar a detecção.

Foi observado ainda que houve um aumento de 20 mil ataques impulsionados por botnets em julho de 2025, com casos coordenados provando como a sobrecarga de sistemas de defesa pode interferir negativamente em serviços críticos, como portais governamentais, financeiros e de transporte.

A situação fica ainda mais preocupante quando nos voltamos para as ferramentas de inteligência artificial, que registraram um aumento de 219% nas menções de criminosos em fóruns da dark web. Muitos tópicos se voltam para a aceleração das operações criminosos a partir da “colaboração” com as IAs, usando seus recursos para explorar vulnerabilidades com maior eficiência e expandir botnets com a amplificação da banda larga.

Brasil como alvo

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O relatório mostrou em números como o Brasil seguiu na liderança do ranking global de países com mais ataques de Negação de Serviço Distribuídos registrados. Somente no segundo semestre do ano passado, o país sofreu mais de 470 mil ataques cibernéticos do tipo, quase metade do total registrado na América Latina, que fechou com pouco mais de 1 milhão de incidentes na região.

Entre os setores mais visados pelos cibercriminosos estão empresas de telecomunicações sem fio (114.797 ataques), infraestruturas de computação e hospedagem de serviços (47.897 ataques), e operadoras de telecomunicações com fio (34.051 ataques).

Outras áreas afetadas incluem o comércio atacadista de equipamentos de escritório, transporte rodoviário de cargas, bancos e organizações religiosas.

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