Google vai usar IA para direcionar anúncios sem ferir privacidade do usuário

Por Wagner Wakka | 08 de Outubro de 2019 às 15h30
Tudo sobre

Google

Saiba tudo sobre Google

Ver mais

Uma das consequências da publicidade na internet é que ela exige muitos, mas muitos dados de usuários. A Google sabe que este é um problema com que precisa lidar, já que cada vez mais as pessoas estão se mostrando preocupadas com o quanto de informações permitem que sejam acessadas pelas plataformas. Por conta disso, a empresa anunciou um novo mecanismo de inteligência artificial que vai ajudar a direcionar publicidade sem que isso custe a privacidade do usuário.

Em comunicado no blog oficial da companhia, ela apresentou uma plataforma de gerenciamento de campanhas programáticas, em que clientes conseguem direcionar publicidade sem burlar bloqueios de navegadores. Atualmente, a ferramenta está em testes na plataforma Display & Video 360 para publicitários, mas deve chegar ao Google Ads em breve.

O sistema funciona com previsão de movimentos de usuários. A companhia já tem uma quantidade de dados de comportamento suficientes para traçar um perfil dos usuários. Assim, é possível direcionar mesmo com a opção de bloqueio de rastreamento, somente estimando como que a pessoa deve agir.

“Usando os padrões de tráfego adquiridos por cookies de terceiros quando estão disponíveis e analisando-os de forma agregada pelo Google Ad Manager, podemos criar modelos que preveem padrões de tráfego quando estes cookies não estão disponíveis. Isso permite que estimemos qual a probabilidade de um usuário visitar diferentes empresas que veiculam anúncios semelhantes pelo Google Ad Manager. Assim, quando não houver cookies de terceiros, é possível otimizar a frequência com que esses anúncios serão mostrados aos usuários”, aponta a companhia.

Essa organização será feita de forma automatizada, com modelos de machine learning sendo testados pela Google. Segundo o comunicado, isso “respeita mais a privacidade do usuário”. O argumento é de que a inteligência artificial vai trabalhar com dados de cookies do lado da empresa e não com informações do lado do usuário, como a prática de rastreamento com IP. Assim, quando uma pessoa opta por não ser acompanhada (usando uma ferramenta de navegadores) o sistema não tenta burlar essa barreira, mas usa os dados que já possui.

Fonte: Google Blog

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.