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Google rompe com fabricante que mandava TV box infectada para clientes

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

TV Box em estante
Imagem gerada por IA/ChatGPT

O Google rompeu vínculo com a fabricante de TV Box Videostrong após identificar que a empresa inseriu malware intencionalmente nos aparelhos. A empresa ofuscou testes de segurança para inserir código malicioso e está proibida de vender novos aparelhos com aplicativos e plataformas do Android.

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A equipe de Inteligência de Ameaças da Big Tech acabou com um backdoor (método para ocultar mecanismos de segurança de um sistema) chamado XCPE, no qual era possível infectar os dispositivos Android e transformá-los numa rede de botnet (rede de dispositivos atacados sob controle de uma organização específica) para ações maliciosas. A companhia estima que mais de 1,3 milhão de aparelhos foram comprometidos e faziam parte da rede.

O Google tem uma série de testes de segurança para as fabricantes que certificadas como OEM (“Fabricante de Equipamento Original”, em tradução livre da sigla). A investigação aponta que a Videostrong conseguiu burlar alguns desses requisitos para incluir o malware nas configurações de fábrica.

A Gigante de Mountain View ainda anunciou que vai revisar alguns dos testes e parâmetros para evitar novos episódios. O XCPE tinha distribuição global, incluindo casos no Brasil.

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Quais aparelhos foram afetados?

A proibição envolve os produtos da Videostrong e respectivas empresas subsidiárias. Um relatório da empresa Synthient identificou que a marca Mecool, responsável por projetores e TV boxes, seria uma das afetadas, mas ainda não há uma lista específica de aparelhos comprometidos.

Risco atual é limitado

O malware é inserido no firmware do aparelho, então até uma configuração para os padrões de fábrica ainda deixaria o dispositivo infectado. No entanto, o Google reforça que derrubou domínios e servidores usados para espalhar vírus pela botnet, o que impede a exposição a mais dispositivos.