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Golpes contra crianças: 5 sinais de alerta em jogos e redes sociais

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criança no computador
Reprodução/Thomas Park/Unsplash

Golpistas usam conversas em jogos online e redes sociais para conquistar a confiança de crianças e adolescentes, coletar informações pessoais e tentar chegar aos pais e responsáveis, segundo um alerta do Santander. As abordagens podem envolver falsas amizades, promessas de presentes e ofertas de vantagens nos games.

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O contato começa em espaços como partidas, chats e comunidades. Conforme a interação avança, os criminosos podem solicitar dados, pedir imagens ou insistir para que a conversa continue em outro aplicativo.

Como os golpistas conquistam a confiança?

Essas abordagens exploram a chamada engenharia social, que consiste em manipular pessoas para conseguir informações ou induzir determinadas ações. Segundo Leandro Granja, responsável pela segurança da informação do Santander, crianças e adolescentes ainda estão desenvolvendo a capacidade de avaliar riscos e reconhecer tentativas de manipulação.

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Nos jogos, a aproximação pode ocorrer por meio de ofertas de itens virtuais ou recompensas exclusivas. Nas redes sociais, perfis falsos e mensagens privadas ajudam a criar uma relação de proximidade com a vítima.

O alerta descreve diferenças conforme a idade. Personagens, brindes e promessas de acesso a jogos podem atrair crianças. Adolescentes também ficam sujeitos a abordagens que exploram pressão de grupo, preocupação com a reputação e relacionamentos virtuais, com risco de chantagem e extorsão.

Ferramentas de inteligência artificial podem tornar essas interações mais convincentes, conforme o Santander. A tecnologia permite produzir mensagens personalizadas, criar imagens falsas e imitar vozes, recursos que podem ser usados para simular emergências ou pedidos de alguém conhecido.

Quais sinais merecem atenção?

Cinco situações que merecem atenção de pais e responsáveis a verificar o que está acontecendo:

  1. Exigência de segredo: a outra pessoa pede que a criança esconda a conversa ou determinada situação dos responsáveis;

  2. Pressão para agir imediatamente: mensagens impõem prazos curtos ou ameaçam retirar uma oportunidade caso a vítima não responda;

  3. Recompensas em troca de alguma ação: presentes, dinheiro ou itens de jogos são oferecidos mediante o envio de informações, imagens ou o cumprimento de um pedido;

  4. Mudanças no comportamento: medo, isolamento, ansiedade ou preocupação excessiva com uma conversa podem indicar que o contato precisa ser acompanhado;

  5. Insistência para mudar de aplicativo: alguém conhecido em um jogo ou rede social tenta levar a interação para outro canal de comunicação.

A presença desses sinais merece uma conversa com a criança ou o adolescente para compreender o contexto da interação. A orientação é que pedidos estranhos, urgentes ou secretos devem ser verificados com um adulto de confiança.

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Como as famílias podem se proteger?

Entre as medidas recomendadas estão revisar as configurações de privacidade das contas, reduzir a exposição pública de informações e acompanhar os contatos adicionados pelas crianças. Também é importante conversar sobre os riscos de enviar fotos, vídeos e dados pessoais a desconhecidos.

A orientação deve incluir situações que podem surgir durante uma partida ou troca de mensagens, como uma oferta de presente que exige informações pessoais ou um contato que pede para esconder a conversa dos pais.

O Santander também recomenda ensinar crianças e adolescentes a encerrar interações que provoquem desconforto, bloquear o contato e usar os mecanismos de denúncia da plataforma.

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