Golpe do FGTS volta a circular e já atingiu mais de 100 mil pessoas no WhatsApp

Por Claudio Yuge | 02 de Julho de 2020 às 21h20

Alguns tipos de golpes virtuais são recorrentes, principalmente porque os criminosos apenas ajustam suas mesmas táticas com mudanças discretas e, claro, a urgência do contexto. Isso já aconteceu na época do lançamento do Auxílio Emergencial e com a promessa de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no mês passado. Mais recentemente, aconteceu algo semelhante com uma oferta do Super Almanaque da Mônica grátis. E, nesta semana, muita gente que ficou de olho na liberação do saque emergencial do FGTS, na segunda-feira (29), acabou caindo novamente em uma cilada.

De acordo com o laboratório especializado em segurança digital dfndr lab, da PSafe, de segunda até quarta (1), o novo golpe do FGTS já havia atingido pelo menos 100 mil pessoas. A estratégia é a mesma: os criminosos enviam um link malicioso enviado como uma oferta de saque de no valor de R$ 1.045, em troca dos dados pessoais.

Essa prática de phishing costuma enganar muita gente porque as mensagens costumam se parecer bastante com um anúncio oficial. Dessa vez, o site enganoso simula até a interface do Facebook, com comentários que viriam da própria Caixa Econômica Federal.

Reprodução/PSafe

A página é aberta quando o usuário responde a uma mensagem no WhatsApp, que convida a vítima a consultar seu saldo no FGTS.

Reprodução/PSafe

Este tipo de golpe tem grande proporção nas redes sociais, principalmente no WhatsApp, pois, para finalizar o cadastro no site falso, é necessário compartilhar o link malicioso com outros contatos.

Quais os prejuízos e como me precaver?

Fornecer detalhes sobre sua vida para bandidos nunca é uma boa, ainda mais especialistas no uso disso para os mais diversos fins ilícitos. Ao ceder detalhes, você fica vulnerável ao vazamento de mais dados, que podem ser usadas para assinatura de serviços online e até para abrir contas em bancos.

A diferença desse golpe do FGTS para os anteriores está na permissão de notificações que a vítima pode conceder aos cibercriminoso. Quando isso acontece, o usuário passa a receber propagandas indesejadas, o que alimenta a rede de golpistas. Além disso, o canal fica aberto para o dispositivo receba outras mensagens maliciosas.

Para se manter seguro, sempre desconfie dessas ofertas. Evite clicar em links que cheguem por redes sociais e mensageiros instantâneos, principalmente quando eles forem relacionados a promoções ou benefícios governamentais. Prefira buscar as informações por conta própria antes de acessar sites desse tipo.

Tome cuidado com cadastros e preste atenção no destino de seus dados pessoais. Certifique-se de estar lidando com páginas oficiais e mantenha soluções de segurança ativas e atualizadas no celular e computador, já que muitas delas são capazes de detectar e bloquear o acesso a golpes dessa categoria.

Fonte: PSafe  

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