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Falha corrigida em 2021 leva ao maior ataque de ransomware dos últimos anos

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Divulgação/ODATA
Divulgação/ODATA

Uma brecha de segurança corrigida em 2021 foi o vetor da maior onda de ataques de ransomware registrada nos últimos anos. Registrada no último final de semana, entre os dias 4 e 5 de fevereiro, os golpes massivos atingiram servidores VMware ESXi, usados em tarefas de monitoramento e virtualização de sistemas, com dúzias de organizações em pelo menos cinco países sendo comprometidas.

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De acordo com relatório divulgado pela Check Point Research, divisão de inteligência em ameaças da empresa de cibersegurança, seriam pelo menos 1,9 mil servidores comprometidos em todo o mundo até esta segunda-feira (06). França, Itália, Canadá, Finlândia e Estados Unidos estão na lista de territórios atingidos pela campanha, que também motivou alertas individuais e conjuntos de agências destes países sobre a necessidade de atualização urgente das infraestruturas.

A onda também tem mais um recorde para chamar de sua, sendo considerada o maior ataque de ransomware a atingir máquinas que não rodam o sistema operacional Windows. “Os atacantes perceberam como os servidores Linux são cruciais para os sistemas de instituições e organizações. Isso certamente os levou a investir no desenvolvimento de uma arma cibernética poderosa e sofisticada”, explica Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil.

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A brecha em questão é a CVE-2021-21974, que permitiria a execução remota de códigos maliciosos a partir de uma porta aberta na rede, sem nenhum tipo de verificação de identidade e autenticação. A nova onda de ataques parece ser automatizada, com tentativas de intrusão simultâneas em dezenas de máquinas, que mais tarde podem ser travadas em golpes de ransomware.

A Check Point chamou a atenção, ainda, para a ampla presença de dispositivos das provedoras OVH e Hetzner, empresas que fornecem máquinas amplamente customizáveis que podem ser usadas para instalação do VMware ESXi; segundo o alerta de segurança, muitos destes aparelhos são instalados e conectados à rede sem atualizações ou medidas de proteção, o que acaba os tornando uma porta de entrada para ataques desse tipo.

O governo francês alegou ter sido o primeiro a detectar a onda de ataques, com relatórios posteriores sendo publicados por outras agências governamentais. Todos indicam a necessidade urgente de atualização dos servidores VMware ESXi, um coro engrossado por comunicado da própria fornecedora sobre o caso.

A Check Point destaca ainda o risco de comprometimentos generalizados, já que as infraestruturas, além de poderem ser contaminadas diretamente, também podem levar a intrusões contra outros sistemas de terceiros que estejam rodando nelas de forma virtualizada. Forma-se, assim, uma espécie de efeito cascata que pode tornar o impacto da onda de ataques ainda mais devastador.

Atualização de servidores VMware ESXI e outras medidas são urgentes

De acordo com a fornecedora do software de virtualização, a campanha de golpes segue em andamento e deve fazer mais vítimas. O pedido, em todos os casos, é da aplicação imediata de patches de correção e medidas de manutenção de servidores, assim como monitoramento para garantir que uma intrusão já não tenha ocorrido enquanto os servidores deixam de estar suscetíveis à vulnerabilidade.

Como medidas de segurança, além da aplicação da atualização, a VMware sugere a desativação de serviços de acesso remoto de forma que apenas IPs confiáveis possam acessar os dispositivos. Além disso, outras recomendações envolvem a realização de backups em sistemas separados e o monitoramento de redes em busca de comportamento malicioso que possa levar a ataques cibercriminosos.