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Especialista explica por que empresas podem perder dados mesmo fazendo backups

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Erick Teixeira/Canaltech
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Ter uma rotina de backups constantes não garante que os dados possam ser recuperados quando necessário. 

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O alerta vem do gerente de tecnologia da Kingston Brasil, Iuri Santos, que participou do episódio desta terça-feira (24) do Podcast Canaltech e apontou a falta de testes de restauração como o principal problema das estratégias de proteção de dados hoje.

"A raiz do problema é a falta de teste. Você tem uma rotina de backup pré-estabelecida, mas não tem uma programação para fazer a recuperação desse backup", explicou Santos. 

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Segundo ele, é comum que empresas descubram que um backup foi corrompido exatamente no momento de maior pressão: quando precisam restaurar os dados de verdade.

O cenário tem consequências financeiras mensuráveis. De acordo com o relatório IBM Cost of a Data Breach 2025, o custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$ 7,19 milhões, alta de 6,5% sobre o ano anterior.

Por que os backups falham, e o que fazer

As causas de falha são variadas: instabilidade de rede durante a cópia, danos físicos em mídias de armazenamento, timeout que gera uma confirmação de sucesso mesmo quando o processo não foi concluído. Ataques cibernéticos também podem comprometer o backup junto com o sistema principal.

"Às vezes o sistema retorna que a cópia foi feita com sucesso, mas ela foi corrompida. Se você não extrai e testa o backup antes de precisar dele, só descobre isso na hora errada", disse Santos.

Na prática, quando o backup falha, as empresas recorrem a arquivos ainda mais antigos, armazenados em mídias de acesso lento, guardadas em outro local. O processo de restauração que deveria levar minutos pode se estender por dias, com o negócio parado ou operando de forma degradada.

Santos ressaltou que um backup externo e testado é a principal defesa para não negociar com criminosos. "Se você tem esse backup protegido e já praticou o tempo de recuperação, você simplesmente restaura o sistema e elimina a necessidade de pagar o resgate", afirmou.

A recomendação mínima, segundo o especialista, é manter pelo menos duas cópias em locais diferentes, além da nuvem, tratando o backup em nuvem como uma das cópias, não como a única. Senhas comprometidas ou invasões à conta podem tornar o armazenamento em nuvem tão vulnerável quanto qualquer outro.