Escritórios de advocacia viram alvo mais visado por cibercriminosos no mundo

Por Wagner Wakka | 25 de Julho de 2018 às 16h27
paulmhill/Depositphotos

Casos de ataques a escritórios de advocacia estão crescendo em todo mundo e chamando atenção para cuidados que, principalmente, estas empresas precisam tomar com segurança. Segundo levantamento feito pela ESET, empresa de detecção de ameaças de ataques digitais, uma das principais ações desses criminosos é tentar acessar dados e expor, vender ou até pedir resgate por informações confidenciais da empresa e de seus clientes.

“A maioria dos elementos necessários para cometer crimes cibernéticos pode ser comprada ou vendida online se você souber onde procurar, pois na deep web os cibercriminosos encontram o espaço perfeito para rentabilizar o resultado de seus ataques", explica Stephen Cobb, pesquisador sênior de segurança da ESET em artigo recente sobre o aumento de casos deste tipo.

Nesta semana, uma empresa de monitoramento chamada Q6 Cyber alertou sobre uma oferta de criminosos a acesso de banco de dados de grandes escritórios de advocacia nos Estados Unidos, localizados principalmente em Nova York, Hollywood e Berverly Hills. O acesso ao banco de dados de uma destas empresas é comercializado por cerca de US$ 3.500 na deep web, sendo que os criminosos prometem capturas de tela para comprovar que conseguem entrar nestes locais.

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Outro caso foi o espanhol, em que o escritório Araoz & Rueda informou a seus clientes que os dados internos da empresa haviam sido comprometidos, por conta de um ataque à sua base de dados. Ao todo, segundo informações do El País, são mais 400 ataques diários monitorados por agências de segurança em toda Espanha. "Pedimos que, se nos próximos dias você receber uma mensagem suspeita de nosso escritório, seja devido ao conteúdo ou ao remetente, não clique em nenhum hiperlink e informe-nos o mais breve possível", informou o comunicado do escritório.

Não é de hoje que estas empresas são alvo de hackers, sendo que grande parte dos documentos conseguidos no vazamento conhecido como Panama Papers foi de escritórios de direito.

A América Latina também não passou ilesa nessa onda. No México, um ataque cibernético afetou bancos e conseguiu acesso a dados que permitiram roubar cerca de 400 milhões de pesos de vários bancos diferentes.

"O tipo de indústrias afetadas por ataques direcionados varia cada vez mais. Nós da ESET acreditamos que, diante de uma crescente indústria do malware, a educação em segurança continua sendo uma questão fundamental para o futuro; especialmente pensando nas próximas gerações", diz Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

Com isso, a recomendação é sempre para, caso a empresa trabalhe com informações sigilosas e valiosas, busque não só trabalhar com softwares de segurança, bem como considere recorrer a um profissional ou empresa do setor.

Fonte: CNBC, El País, ESET

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