Desconhecimento sobre ameaças é o maior desafio para a segurança do celular

Desconhecimento sobre ameaças é o maior desafio para a segurança do celular

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 17 de Novembro de 2021 às 22h20
Divulgação/ESET

O celular está em nossas vidas o tempo todo, e é comum que muitas pessoas se esqueçam que nele há dados valiosos, especialmente para os criminosos. O desconhecimento sobre ameaças pode trazer grandes riscos para os usuários, e uma pesquisa realizada pela empresa de proteção digital Kaspersky que confirma: os momentos rotineiros podem ser os de maior exposição a ataques virtuais.

Segundo a pesquisa, 74% dos latino-americanos, ao serem questionados sobre os significados dos termos malware, phishing e ransomware, afirmaram conhecer as ameaças que infectam computadores, mas 56% alegaram desconhecer as táticas de engenharia social empregadas para roubo de dados e 77% não sabiam do sequestro virtual, o que, para os especialistas da Kaspersky, aumenta os riscos.

Golpes no WhatsApp constumam explorar o desconhecimento das pessoas às ameaças virtuais (Imagem: Reprodução/Alexander Shatov/Unsplash)

O maior exemplo desse risco maior é o chamado golpe do WhatsApp, em que a vítima perde o acesso à sua conta e seus amigos próximos e familiares passam a receber mensagens falsas pedindo dinheiro emprestado. O esquema fraudulento é tão rentável que, mesmo com a popularização das contas protegidas pela dupla autenticação, esses criminosos criaram uma forma de manter o golpe, desativando a proteção adicional.

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Para Fabiano Tricarico, diretor de consumo da Kaspersky para a América Latina, isso é extremamente preocupante, já que a prevenção do golpe é simples:

Para roubar a conta do app, os criminosos usam muitas desculpas: convite VIP para festas, anúncios online feitos pela vítima e até pesquisas sobre o covid-19 - e já se foram dois anos desde que esta fraude surgiu. Isto mostra o quanto ela é rendável para o atacante. E evitá-lo é simples, basta prestar atenção à mensagem SMS com o código de ativação ou ao e-mail de solicitação de desativação da dupla autenticação para perceber o golpe.

Além disso, muitos usuários acabam sendo induzidos a acessarem links maliciosos por conta de disfarces inteligentes dos criminosos, que podem se passar por bancos populares ou grandes varejos, para oferecer promoções ou benefícios incríveis, fazendo com que as vítimas se interessem e acabem entrando nos endereços fraudulentos e tenham seus dados pessoais roubados.

Como se proteger

Embora as informações sejam assustadoras, é importante ter em mente que há formas de manter o celular protegido. Para isso, a Kaspersky recomenda os seguintes passos:

  • Não deixe que os seus dados sejam "pescados". Mais da metade dos ataques de phishing tem como objetivo roubar credenciais de contas bancárias. Caso uma mensagem ou página web solicite sua senha, feche-a e entre em contato com seu gerente;
  • Evite o roubo do WhatsApp. O aplicativo de mensagens é muito mais do que uma ferramenta para conversa. Nele, armazenamos informações pessoais, como o contato de familiares e amigos. Preste atenção sempre que um SMS é enviado e sempre ative a opção de dupla autenticação dos serviços online. Além do WhatsApp, existe esta opção em todas as redes sociais;
  • Desconfie sempre que algo parecer muito vantajoso. Os cibercriminosos estão contando que o interesse da vítima seja incontrolável para obterem sucesso. Se um filme, jogo ou produto ainda não foi lançado, é quase impossível que ele esteja disponível em um site estranho. Para ajudar a evitar os golpes, tenha uma solução de segurança no celular e confie quando ela alertar que algo está errado.

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