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Como criminosos usam o gov.br para infectar seu PC

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

Criminosos estão usando a credibilidade do gov.br para distribuir malware capaz de capturar senhas, dados bancários e até registrar as digitações do usuário em tempo real.

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O alerta vem de Rodolfo Almeida, cofundador e COO da ViperX, empresa especializada em inteligência de ameaças e cibersegurança, entrevistado no episódio desta quarta-feira (25) do Podcast Canaltech.

O diferencial desse tipo de ataque em relação aos golpes convencionais é o vetor de infecção. O objetivo é induzir a vítima a executar um arquivo na própria máquina, em vez de coletar dados por formulários falsos.

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"O golpe acaba passando daquele golpe tradicional de 'me dá sua senha', para 'instale alguma coisa na sua máquina sem perceber'", explica Almeida.

Como funciona a cadeia de infecção

O fluxo começa com um link recebido pela vítima, via SMS, WhatsApp ou e-mail, que leva a uma página visualmente idêntica ao gov.br. Nela, o usuário é orientado a baixar um arquivo como se fosse parte de um procedimento comum.

Executado o arquivo, tem início o que especialistas chamam de cadeia de infecção.

O programa malicioso se camufla dentro de aplicativos legítimos do Windows e passa a operar em segundo plano, registrando digitações, capturando telas e coletando cookies de sessão, o que permite ao fraudador manter acesso a contas mesmo depois que a senha é trocada.

O tipo de vírus utilizado tem nome técnico: “infostealer”. Dados bancários são o principal alvo, mas o programa pode interagir com qualquer arquivo armazenado no computador da vítima.

A eficácia do golpe está diretamente ligada à confiança institucional. "Ele deixa de construir uma credibilidade do zero. Já sai na metade do caminho, sequestrando a credibilidade que já temos no governo", diz Almeida.

Esse mecanismo eleva a taxa de conversão do ataque, ou seja, a proporção de vítimas que efetivamente caem no golpe.

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Para o especialista, o cibercrime passou de ataques oportunistas para operações coordenadas em grupos, tendência observada nos últimos três anos e acelerada pelo uso de inteligência artificial.

As principais recomendações de Almeida para se proteger: verificar o endereço completo do link antes de clicar, desconfiar de qualquer portal que peça download de arquivo, ativar autenticação em dois fatores e manter antivírus e sistema operacional atualizados.

E, quem suspeitar que executou algo malicioso deve encerrar todas as sessões abertas e avisar o banco imediatamente.

🎙️Confira o episódio completo no Podcast Canaltech:

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