Caso Boeing 737 Max | Novas falhas podem atrasar retorno das operações

Por Felipe Ribeiro | 28 de Junho de 2019 às 09h54
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Autoridades norte-americanas descobriram uma possível nova falha na aeronave 737 Max, da Boeing, que deve fazer com que os testes para os retornos de operação atrasem ainda mais. A Federal Aviation Administration (FAA) informou que identificou "risco potencial" durante os testes do simulador, mas não revelou detalhes. A empresa, inclusive, está atualizando o sistema de controle de voo da aeronave, o MCAS, que é o foco dos investigadores de acidentes.

No mês passado, a FAA indicou que a aprovação das alterações da Boeing no 737 Max poderia ocorrer no final de junho. Isso teria permitido voos de teste no início de julho. Havia esperanças iniciais entre as companhias aéreas de que o 737 Max estaria de volta ao ar durante o verão americano (inverno brasileiro), mas esse cronograma foi adiado para o final deste ano, mesmo antes das últimas notícias.

Essa possível falha aconteceu durante uma simulação feita por um piloto da FAA, em que o software foi ativado e demorou mais que o esperado para recuperar a aeronave. Outras fontes disseram que o problema estava ligado ao poder de computação da aeronave e se o processador possuía capacidade suficiente para acompanhar.

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Em comunicado, a Boeing disse que está "trabalhando em conjunto com a FAA para devolver com segurança o Max ao serviço" e que acreditava que uma correção de software resolveria o problema. A FAA, por sua vez, vai investigar se este novo problema está relacionado a questões de hardware.

Se os reguladores estiverem insatisfeitos com a correção do software, a unidade do microprocessador terá de ser substituída e a interrupção dos serviços da aeronave pode se estender por meses a mais do que se pensava anteriormente.

Relembrando o caso

Toda a crise com o Boeing 737 Max 8, uma das aeronaves mais novas e modernas da Boeing, se iniciou com o acidente da companhia indonésia Lion Air, em outubro de 2018, quando o modelo operado pela empresa caiu logo após a decolagem e dizimou as vidas de todos os 189 ocupantes. À época, já se desconfiava que a causa do acidente fosse algo relacionado ao sistema de segurança da aeronave.

O que era desconfiança se confirmou meses depois, com outro acidente envolvendo a mesma aeronave, mas em outro país. Em março de 2019, o Boeing 737 Max 8 da Ethiopian Airlines teve o mesmo destino e matou as 157 pessoas presentes no voo.

Desde então, com as investigações, foi determinado que todas as aeronaves dessa linha ficassem no chão, até que tudo seja solucionado. Vale lembrar que, aqui no Brasil, quem opera este modelo é a Gol e todos os seus pilotos possuem o treinamento necessário para o comando desse jato.

Fonte: BBC

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