Busca por "cyber seguros" deve aumentar em 30% após alta de ataques cibernéticos

Busca por "cyber seguros" deve aumentar em 30% após alta de ataques cibernéticos

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 11 de Maio de 2021 às 19h20
Rawpixel/Envato

O aumento de ataques virtuais em um mundo cada vez mais conectado — tendência que se acelerou com a pandemia do COVID-19 — tem resultado em um crescimento na procura pelos chamados "cyber seguros". Embora não protejam empresas de invasões ou roubos de dados, serviços do tipo garantem a cobertura dos prejuízos resultantes dessas ações, bem como de custos de gerenciamento de crises, multas, sanções administrativas, extorsões e lucros cessantes da empresa e de terceiros, entre outras áreas.

Ainda em processo de consolidação no país, os cyber seguros tiveram um aumento de demanda de quase 85% em 2020 em relação ao ano de 2019. Entre os motivadores está a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), bem como grandes vazamentos de dados como o ocorrido em janeiro deste ano, que expôs dados sobre o CPF de quase toda a população brasileira.

Essa modalidade de proteção financeira garante eventuais prejuízos decorrentes de roubo e vazamento de dados e conta com diferentes tipos de coberturas, como custos de gerenciamento de crises, extorsão cibernética, multas e sanções administrativas, lucros cessantes da empresa e de terceiros, entre outras.

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Ataques em alta

Segundo a Alper Consultoria em serviços, a previsão é a de que a procura por seguros do tipo aumente em 30% em 2021. Conforme explica Ilan Kajan, diretor de Riscos Corporativos da empresa, a adoção do home office colaborou pra trazer novos desafios de segurança, visto que funcionários podem se tornar alvos e portas de entrada para criminosos.

Kajan explica que uma prática que tem crescido é a do uso de ransonwares, que sequestram e bloqueiam o acesso a informações, exigindo o pagamento de resgates para desbloqueá-las novamente. Enquanto os Cyber Seguros disponíveis no mercado não impedem que ações do tipo sejam realizadas, eles garantem uma proteção financeira às empresas que se veem vítimas delas.

Uma pesquisa conduzida pelo Ponemon Institute mostra que o Brasil é o segundo país com maior número de ataques cibernéticos no mundo. 76% dos internautas daqui já foram vítimas de cibercriminosos, seja através da infecção por vírus ou do roubo de dados sensíveis, como números de cartão de crédito.

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