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App de namoro é acusado de repassar 3 milhões de fotos para empresa de IA

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Nik/Unsplash
Nik/Unsplash

O aplicativo de relacionamento OkCupid se envolveu em uma polêmica após ser acusado de compartilhar cerca de 3 milhões de fotos de usuários com uma empresa de reconhecimento facial chamada Clarifai.

De acordo com a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC), o OkCupid ainda foi além do compartilhamento de fotos, entregando à companhia dados sobre a localização dos clientes e outras informações pessoais. A ação foi feita sem o devido consentimento dos usuários.

O aplicativo, em conjunto com o Match Group, conglomerado por trás da plataforma, permaneceu neutro diante do caso, sem negar ou admitir as alegações. No entanto, ambos concordaram com uma proibição permanente que os impede de deturpar a maneira como os dados pessoais de usuários são utilizados nos bastidores.

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Compartilhamento não consentido

Criticados pela FTC por esconder dos usuários o compartilhamento, o Match Group e o OKCupid não vão precisar pagar uma multa pelo ocorrido, mas o caso acendeu um alerta na comunidade de segurança digital pela falta de transparência.

Afinal, a Clarifai é uma empresa de inteligência artificial (IA) que oferece uma tecnologia de reconhecimento facial para serviços militares, governamentais e de inteligência. A companhia também presta serviço para empresas do setor privado em vários segmentos.

Com a ação, o OkCupid violou a própria política de privacidade do aplicativo, que deixa claro que as informações dos usuários não são compartilhadas com terceiros, exceto quando os clientes são informados e recebem a “oportunidade de optar por não ter as informações pessoais compartilhadas”. Considerando que a empresa não alertou os usuários, há uma violação clara do acordo.

De acordo com a FTC, essa deturpação da política de privacidade é feita pelo OkCupid desde 2014, com tentativas de obstrução da investigação por parte da comissão para continuar ocultando as atividades de compartilhamento não consentido.

Fonte: Ars Technica