Mais de 28 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes virtuais em 2012

Por Redação | 04 de Outubro de 2012 às 16h43

A Norton divulgou hoje (04) uma pesquisa que mostra o tamanho das perdas causadas no Brasil devido a crimes virtuais. Apenas em 2012, o prejuízo foi de R$ 15,9 bilhões. No país, 28,3 milhões de pessoas foram vítimas de algum ataque cibernético neste período, o que representa uma perda média de R$ 562,00 por pessoa.

Em todo o mundo, o custo total desse tipo de crime atingiu a marca de US$ 110 bilhões, com cerca de 556 milhões de vítimas no último ano. Isso dá uma média de R$ 399,00 perdidos por pessoa.

Para realizar a pesquisa global, 13 mil adultos, com idade entre 18 e 64 anos, foram entrevistados em 24 países. No Brasil, 546 pessoas colaboraram com o estudo.

Em 2011, a Federação Brasileira de Bancos ( Febraban ) registrou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão com fraudes relacionadas a internet banking, transações de call center e cartões de crédito e débito. Ou seja, o valor indicado pela Norton é mais de dez vezes superior a essa divulgada pela Febraban no ano passado.

Mas não é apenas o acesso a bancos online que causa prejuízo. Vírus, roubo de dados pessoais, invasão de e-mails e perfis sociais, invasão de dispositivos móveis e bullying on-line também são responsáveis por isso.

A advogada da Norton Internet Safety, Marian Merrit, disse em um comunicado à imprensa que "os cibercriminosos estão mudando suas táticas para atingir plataformas móveis e sociais",

Realmente devemos ter cuidado com o acesso às redes sociais, pois o estudo apontou que um entre cada dez usuários desse tipo de serviço já foi vítima de algum tipo de golpe.

Mais uma vez, os entrevistados mostraram que não cuidam muito bem da sua segurança virtual. Grande parte deles não utiliza senhas complexas ou as altera com frequência. “Além disso, mais de um terço não confere o símbolo de cadeado no navegador antes de digitar informações pessoais críticas”, completa a Norton em seu comunicado.

É extremamente importante ficar sempre atento a esse tipo de coisa, afinal, os cibercriminosos adoram utilizar os e-mails e redes sociais como porta de entrada para outros ataques.

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