Mac OS, Linux e Windows: cuidado com a nova vulnerabilidade no Java

Por Redação | 29.08.2012 às 08:55

Uma nova praga foi descoberta esta semana e está sendo executada em ataques contra usuários do Windows para enviar aos micros o Trojan conhecido como Poison Ivy Remote Access. A praga, que está em processo inicial, ainda não foi amplamente difundida. O que mais preocupa é seu potencial para ser utilizada por outros desenvolvedores de malwares em um futuro próximo. Saiu no Intego.

Ao que parece, a praga aparece em todos os navegadores e funciona em algumas versões do Linux, do OS X 10.7 e superiores e também do Windows. Portanto, se você estiver utilizando a última versão atualizada do Java 7 (1.7, até o update 6), é melhor tomar cuidado.

Até o momento, não existe nenhum patch disponível para esta façanha - por isso, é altamente recomendável que você desabilite o Java em seu computador, antes que seu sistema seja atualizado e corrija o código.

Já não é de hoje que o Java tem se mostrado um veículo famoso para disseminação de malware. Uma falha do Java não foi corrigida no início deste ano e se tornou a grande responsável pelo sucesso do Flashback. Além disso, applets Java têm sido parte do processo de instalação para quase todos os ataques por malware no OS X este ano.

A Oracle programa seus patches para serem lançados trimestralmente, ou seja: a princípio, só teremos a correção para esta falha em meados de outubro. Tratando-se de malware, algumas semanas significam uma falha enorme de proteção. E como o código-fonte desta nova praga já começou a ser distribuído, é bem provável que vejamos uma série de computadores infectados pelo malware antes que a Oracle envie a correção.

Dado o interesse de novos arquivos maliciosos para atacar várias plataformas e também o fato desta nova vulnerabilidade funcionar no Linux e no Mac OS, é extremamente importante que tomemos as medidas preventivas para protegermos nossas próprias máquinas.

As provas da nova ameaça já foram exibidas e incluídas nas novas definições de vários antivírus. Mas é melhor prevenir que remediar.