Especialista faz 5 previsões sobre o futuro das realidades virtual e aumentada

Por Patrícia Gnipper | 27 de Julho de 2018 às 22h30

Empresas já estão investindo milhares de dólares em novos recursos contando com o avanço das tecnologias de realidades virtual (VR) e aumentada (AR). Tendências do mercado, essas tecnologias permitem uma imersão virtual sem precedentes, abrindo um novo leque de possibilidades de serviços, aplicações e inovação.

Mas qual será o futuro dessa nova indústria? Mark Metry, fundador da VU Dream (agência que ajuda startups a comercializarem produtos inovadores em realidade aumentada e virtual), elaborou cinco previsões para este mercado:

A popularização dos headsets

Hoje, headsets de realidade virtual ainda não são tão populares quanto serão em um futuro próximo. No momento, o preço dos aparelhos é um dos motivos pelos quais a VR ainda não "explodiu", mas, além disso, também entram como justificativas coisas como a necessidade de se parear o headset com um computador ou smartphone, ou os gráficos que ainda não são realistas como as pessoas esperam que sejam.

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Um desses motivos já começa a ser eliminado, com a chegada de headsets autônomos — como o Oculus Go, por exemplo, que dispensa a necessidade de se parear o headset com o smartphone. A chinesa Xiaomi também já lançou seu próprio headset de VR independente, chamado Mi VR.

Oculus Go, que conta com um controle remoto (Foto: Divulgação)

Dessa maneira, a realidade virtual dá mais um passo rumo à popularidade, abrindo uma nova competição entre os fabricantes. Se o Oculus Go se mostrar um sucesso de vendas, certamente surgirão outros modelos que se independem de um smartphone ou computador para funcionar. Contudo, é necessário haver preços atrativos para que a VR se torne popular de verdade.

Na verdade, tudo parece ser apenas uma questão de tempo, como foi com os smartphones, por exemplo. Nos anos 2000, os smartphones chegaram e, inicialmente, apenas as pessoas mais afortunadas embarcaram na novidade — pois os aparelhos eram bastante caros. Hoje, há modelos nas mais diversas faixas de preço, abrangendo praticamente toda a população, independente de sua renda.

Realidade aumentada impulsionará a virtual

Outro motivo pelo qual a VR ainda não é tão popular pode ser o avanço da realidade aumentada. Primeiro porque não é lá muito prático usar headsets em lugares públicos para se divertir — o que não acontece com a AR, que permite a imersão diretamente pela tela do celular. Pokémon GO é um dos maiores exemplos de como a realidade aumentada já é bastante popular, ainda que a tecnologia seja um tanto quanto nova e tenha muito a avançar.

De acordo com o especialista, a indústria da realidade aumentada será muito maior do que a da realidade virtual em 2023, com o uso cotidiano da AR proporcionando novas experiências que atrairão, cada vez mais, o interesse geral. Aí entra a questão da realidade mista, que mescla AR com VR: à medida em que as pessoas se familiarizarem com a realidade aumentada, o próximo passo é o interesse pela mista e, consequentemente, pela realidade virtual.

Experiências novas e ilimitadas

Voltando ao paralelo entre headsets e smartphones, vamos lembrar de quando surgiu o primeiro iPhone, em 2007: poucos imaginavam que o aparelho seria responsável por popularizar a cultura dos aplicativos móveis, por exemplo. Hoje, a App Store reúne mais de 2 milhões de aplicativos para o iOS, além dos mais de 3 milhões na Play Store, do Android.

Portanto, o mesmo deve acontecer com os apps de realidade virtual, que já ajudam a comunidade médica a explorar o corpo humano, por exemplo, indo muito além das aplicações no entretenimento. Com o avanço da VR e da AR, em conjunto com a evolução dos componentes de hardware necessários para tais tecnologias, em alguns anos essa indústria proporcionará uma imensa gama de experiências novas, de maneira ilimitada, na visão de Mark Metry.

5G abrirá muitas portas

Com a chegada da quinta geração da internet móvel, as realidades virtual e aumentada também serão beneficiadas. De acordo com Metry, o 5G será uma porta de entrada para muitas novidades neste sentido. Com velocidades de transferência projetadas para serem 10 vezes maiores do que as do 4G, o 5G será capaz de transmitir imagens, vídeos e conteúdos imersivos de maneira sem precedentes, atraindo ainda mais pessoas à tecnologia,

A criação de protocolos universais

Tal qual a web viu nascerem coisas como APIs e SDKs, a realidade virtual também acabará contando com protocolos com o objetivo de se criar uma plataforma unificada. O Institute of Electrical and Electronics Engineers, por exemplo, já montou um grupo de trabalho para estabelecer definições, categorias de dispositivos, padrões de qualidade, interfaces de usuários e formatos de arquivo de maneira universal para o avanço deste mercado.

Fonte: Futuro Exponencial

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