EUA começam a testar sua 1ª geração de veículos de combate robóticos

EUA começam a testar sua 1ª geração de veículos de combate robóticos

Por Gustavo Minari | Editado por Douglas Ciriaco | 10 de Agosto de 2021 às 17h53
Divulgação/QinetiQ Inc

O exército dos Estados Unidos já começou os testes da sua primeira geração de veículos de combate robóticos (RCV, na sigla em inglês). Seria o começo de um cenário apocalíptico como o que John Connor enfrenta em Exterminador do Futuro? Segundo o alto-comando das Forças Armadas do país norte-americano, eles serão mais parecidos com um “exterminador do passado”, ou o Terceiro Exército de Patton, uma alusão a George Patton, considerado um dos mais bem sucedidos generais da história dos EUA.

Os RCVs devem ser usados como “olhos e ouvidos” das tropas, com uma variedade de cargas modulares adaptáveis, e controlados à distância. Essas máquinas serão responsáveis pelo primeiro contato com o inimigo, dando margens de até 2 km para os soldados se posicionarem com segurança no campo de batalha.

“Quando você está na escuridão, ouve esses veículos se movendo e não sabe realmente onde eles estão, o nível de medo aumenta. Quando você junta isso a essas máquinas de guerra silenciosas de várias toneladas, esses sistemas são equivalentes aos Fantasmas do Exército de Patton”, afirma o Major General Ross Coffman, fazendo alusão às tropas comandadas pelo antigo general estadunidense.

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Veículo robótico autônomo em teste nos EUA (Imagem: Reprodução/US Army)

Exército fantasma

As capacidades dos robôs de planejar rotas alternativas e de se movimentar e atacar de maneira furtiva permitem ao batalhão manter o terreno seguro enquanto o adversário avança. “Se você estiver em uma posição de segurança, esses robôs podem ficar parados. Normalmente você não deixaria soldados humanos nessa situação para que não ficassem presos atrás das linhas inimigas”, explica Coffman.

A ideia de utilização dos veículos automatizados é reduzir o risco para as tropas em áreas de guerra ou de invasões controladas. Dentro de cada RCV existe um núcleo robótico responsável pela autonomia e pelos sinais de rádio usados para guiar os robôs em terrenos hostis ou em locais de difícil acesso, como montanhas e minas.

“Tudo é vulnerável. Tudo pode ser hackeado. Precisamos de robôs que não possam ser comandados por nosso inimigo e se virarem contra nós. Eles têm de ser resilientes o suficiente para que, se estiverem emperrados, possam buscar outros meios de comunicação, sem prejudicar toda a missão”, reconhece Coffman.

Exterminador do presente

Os primeiros testes ainda em pequena escala já foram realizados em campos de batalha simulados. Se os resultados e as informações coletadas forem suficientes, a ideia é que os novos RCVs estejam operacionais em 2023 para se juntarem ao Exército em missões reais de reconhecimento, salvamento e ataque.

Veículo robótico pode ser usado em missões de ataque e resgate (Imagem: Reprodução/US Army)

As máquinas devem ser usadas em combates iniciais, como um primeiro movimento no campo de batalha e descartadas quando forem avariadas. O objetivo é que nem todo robô consiga resistir a disparos de canhões de tanques de guerra, mas seja robusto o suficiente para de deslocar e proteger as tropas ou o armamento de guerra com eficácia.

“Queremos sempre fazer o primeiro contato com o inimigo para não sermos surpreendidos. Se esse contato for feito por um veículo terrestre não tripulado, isso proporcionaria uma grande vantagem. Embora essas novas máquinas pareçam impenetráveis e implacáveis, seus controladores de carne e osso estarão por perto e em total segurança. Mesmo que o robô seja abatido, nosso material humano permanece intacto”, completa o Coffman.

Fonte: Forbes

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