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Perdeu? Robô localizador ajuda a encontrar objetos perdidos

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Divulgação/University of Waterloo
Divulgação/University of Waterloo

Esquecer objetos pela casa, como a chave do carro, a carteira, o celular ou mesmo os óculos, é realmente algo comum na vida de muitas pessoas. Pensando nesse problema, engenheiros da Universidade de Waterloo, nos Estados Unidos, desenvolvem um robô capaz de encontrar itens perdidos dentro de um ambiente. Apesar do potencial da inovação, o foco inicial é auxiliar pessoas com demência, como o Alzheimer.

Apelidado de Fetch, o robô localizador tem uma câmera acoplada, capaz de perceber o mundo ao seu redor. O invento conta com um algoritmo de detecção de objetos, programado para rastrear e manter um registro de memória de itens específicos que foram capturados pelo vídeo. Por enquanto, é obrigatório indicar quais itens devem ser vigiados.

Como a máquina sabe distinguir um objeto do outro, ao receber a informação de que algum item foi perdido, o robô consegue informar a hora e a data em que aquele objeto específico entrou ou saiu do seu campo de visão. Este é um indicativo do seu possível paradeiro.

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Os desenvolvedores também estudam como aperfeiçoar um software com Inteligência Artificial (IA) para que a máquina tenha algo próximo de uma memória. Conforme objetos são esquecidos e achados, o robô armazenaria essas informações e, em oportunidades futuras, poderá sugerir quais são os locais mais prováveis para se encontrar uma chave perdida, por exemplo.

Robô localizador vai ajudar pessoas com Alzheimer

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 150 milhões de pessoas devem viver com demência até 2050, sendo que a maioria desses indivíduos terá Alzheimer. Esta é uma condição neurodegenerativa que afeta o funcionamento do cérebro, especialmente a memória do usuário. Diante desse cenário, o potencial de mercado de novas tecnologias, como um robô localizador, são enormes.

No futuro, as pessoas poderão se envolver com uma nova classe de robôs que não é simplesmente "companheira", aposta Ali Ayub, um dos responsáveis pelo projeto do robô localizador. Na visão dele, as máquinas serão personalizadas para cada indivíduo, ampliando a independência do usuário, como daqueles que têm Alzheimer e podem perder, com mais frequência, objetos pela casa.

Para Ayub, esquecimentos repetidos da localização de objetos, como a cartela de comprimidos e os óculos, diminuem a qualidade de vida do indivíduo e também sobrecarregam os cuidadores. Só que isso pode mudar nos próximos anos.

Testes práticos com o robô que terceiriza a nossa memória

Embora a tecnologia seja bastante promissora, o uso do robô localizador é restrito a ambientes controlados e ainda não está pronto para trabalhar dentro de uma casa, considerada um ambiente extremamente complexo e com muitas variantes.

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Buscando entender as limitações e aperfeiçoar a máquina, os engenheiros planejam realizar testes com pessoas saudáveis e, em seguida, com indivíduos com demência. Nesses experimentos, será possível estabelecer melhor os próximos passos da invenção.

O conceito e as possibilidades do robô localizador foram apresentados, pela primeira vez, durante a ACM/IEEE International Conference on Human-Robot Interaction, na Suécia, em março. Após a apresentação, um paper sobre a tecnologia foi publicado na plataforma do evento.

Fonte: HRI Conference e Waterloo News