Bina48 se torna o primeiro robô a dar aula em uma faculdade

Por Rafael Rodrigues da Silva | 22 de Outubro de 2018 às 08h55

Um experimento pode ter dado indícios de como será a educação no futuro: a Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, se tornou a primeira universidade a oferecer uma aula ministrada por um robô.

O robô em questão é a Bina48, que já é conhecido no meio acadêmico como o primeiro a se formar em um curso universitário, atuou como professor assistente em uma aula de Introdução à Filosofia Ética, sendo o responsável por falar sobre assuntos como racionalização ética, doutrina da guerra justa e o uso de inteligência artificial na sociedade.

A aula, todavia, foi conduzida em caráter experimental e o professor-robô ainda não foi efetivado. O objetivo era determinar se ele seria capaz de sustentar um modelo de educação liberal e servir como suporte ao ensino em uma sala de aula. Durante o teste, a Bina48 ficou desconectado da internet para evitar que a Wikipedia ou outras enciclopédias fossem consultadas e descobrir como o algoritmo dele se sairia limitado às informações que poderiam ser consultadas apenas às já instaladas na memória.

Bina48 falou para uma sala com 100 alunos, mais o professor William Barry (responsável pela programação do robô) e o major Scott Parsons, que atua como professor assistente na West Point. De acordo com os presentes, o experimento foi um sucesso: o robô conseguiu não só dar uma aula como também surpreendeu os alunos da classe ao responder às questões com nuance — e aos professores, por verem pela primeira vez seus alunos tomando notas sobre a aula.

Apesar do sucesso, os cadetes que assistiram à aula concluíram que o robô talvez ainda não estivesse pronto para uma classe tão complexa de ministrar, já que o ritmo dele era um pouco mais devagar do que os alunos estão acostumados, e sugeriram um novo teste com pessoas com um nível de escolaridade menor.

Essa não foi a primeira vez que a Bina48 interagiu com os cadetes da Academia de West Point: ela também participou, no ano passado, de um debate sobre o uso de armamento não-letal em situações de combate.

Fonte: Axios

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