Twitter apresenta crescimento de 18% e continua gerando lucro

Por Felipe Demartini | 26 de Julho de 2019 às 10h59
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O Twitter comemorou nesta sexta-feira (26) mais um trimestre acima do patamar de lucratividade, o sétimo seguido nessa posição para uma empresa que lutava contra os números e, agora, parece ter encontrado seu rumo. Com um faturamento de US$ 841 milhões, a rede social apresentou crescimento de 18% em relação ao ano passado e 5% na comparação com o período anterior.

Este também é o primeiro trimestre desde que a companhia alterou suas métricas de divulgações, deixando de reportar seus números em relação a usuários mensais e passando a adotar o que chama de “utilizadores monetizáveis”. Estes, que acessam a rede social por meio de plataformas que permitam anúncios, e o fazem todos os dias, aumentaram 14% em relação a 2018 e chegaram a 17 milhões, sendo 3 milhões nos EUA e 14 milhões no restante do mundo.

Isso não necessariamente significa o total de utilizadores mensais, mas na medida em que os números nesse sentido forem sendo divulgados, servirão como uma boa medida para entender o crescimento da plataforma no elemento que mais importa para ela. Para a análise, são contabilizadas entradas a partir da versão web, aplicativos e demais plataformas com exibição de anúncios, excluindo-se, por exemplo, softwares de terceiros que não trazem essa função ou o Tweetdeck, por exemplo.

De qualquer maneira, são estas as métricas que agora definem a atuação da rede social e também boa parte de seus números. Com um foco maior nos sistemas de entrega de conteúdo e algoritmo que exibam anúncios e informações mais relevantes aos usuários, a empresa viu o engajamento dos usuários crescer 20% na comparação com o ano passado, enquanto nos EUA o faturamento aumentou 24%, um número bem acima das expectativa do mercado e maior que o total internacional, de 12%.

Com isso, o Twitter também atraiu mais interesse dos anunciantes, com receita publicitária total de US$ 727 milhões, um aumento de 21%. Questões tributárias e incentivos também levaram os lucros a US$ 100 milhões, 14% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado e representando ganhos de US$ 1,43 por ação, comparados com meros US$ 0,13 em 2018.

Outras iniciativas relacionadas ao conteúdo também devem continuar a intensificar esses números. No relatório, o Twitter enalteceu novos recursos como a ferramenta de edição de vídeos e a câmera que permite filtros no aplicativo para celulares, além do novo design de sua versão web. Ainda, a companhia citou novas parcerias de transmissão exclusiva de conteúdo envolvendo, por exemplo, os Jogos Olímpicos de 2022.

Com tudo isso, a rede social espera mais do que continuar no patamar de lucratividade, mas ver números cada vez maiores. A previsão de arrecadação para o terceiro trimestre está atualmente entre US$ 815 milhões e US$ 875 milhões, enquanto o lucro, sem as isenções fiscais, deve cair um pouco, mas flutuar em um caráter positivo que varia entre US$ 45 milhões e US$ 80 milhões.

Ainda, no relatório, a empresa enalteceu seus esforços para combater o discurso de ódio e a desinformação. Nas palavras de Jack Dorsey, CEO do Twitter, a “saúde” das conversas continua sendo sua prioridade, com o aumento no engajamento sendo a principal indicação de que a companhia está no caminho certo, enquanto publicações suspeitas tiveram uma redução de 18%.

Os resultados já se mostram altamente favoráveis pela rede social, não somente pelos números em si, mas também pelas perspectivas para esta sexta. Após fechar o pregão desta quinta (25) com baixa de 1,5%, as ações do Twitter já apresentam alta de mais de 5% nas negociações que antecedem a abertura do pregão desta sexta, sendo vendidas a aproximadamente US$ 40,20 no momento em que essa reportagem é escrita, um resultado direto dos números positivos apresentados.

Fonte: Twitter

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