Produção da Xiaomi volta a 80% da capacidade após COVID-19

Produção da Xiaomi volta a 80% da capacidade após COVID-19

Por Wagner Wakka | 31 de Março de 2020 às 22h45
Raysonho/Wikimedia Commons

A Xiaomi parece ter passado pela crise da COVID-19, ao menos na fabricação. O relatório financeiro da companhia, divulgado nesta terça-feira (31), informa que ela já trabalha novamente com 80% a 90% da sua produção.

“Em termos de cadeia de produção, sentimos uma ruptura temporária na fabricação entre fevereiro e março de 2020, em função da pausa estendida das fábricas chinesas. Entretanto, nossa capacidade de produção tem recuperado em níveis entre 80% e 90% até o momento deste anúncio”, disse a companhia.

Segundo o relatório, dentro da China, por conta da quarentena, houve queda das vendas em pontos físicos (por conta de fechamentos de lojas), mas o mercado de venda online se manteve em alta. “Temos visto que os envios de smartphone estão retomando rapidamente no fim de março de 2020, mostrando a resiliência da demanda de smartphones”, aponta o relatório.

Fora da China

O documento mostra que a Xiaomi ganhou espaço em 2019, principalmente por conta da expansão para fora do território chinês. No ano, a companhia viu sua receita subir 27,1%, em comparação a dezembro de 2018.

Parte disso, veio de fora da China. Segundo o documento, houve elevação de 30,4% no total de receita proveniente de vendas internacionais, representando 44,3% do total em 2019. Atualmente, a companhia tem lojas em 90 países, incluindo o Brasil.

Apesar disso, a COVID-19 pode atrapalhar o bom momento de expansão da Xiaomi. A gigante disse estar monitorando as regiões para ainda tentar contabilizar os impactos em outros locais. “Embora o nossa demanda internacional vá ser, sem dúvida, impactada, principalmente no segundo trimestre de 2020, acreditamos que o impacto geral seja manejável”, explica a empresa.

A expectativa é de que o distanciamento social aumente a compra de aparelhos de smartphones e internet das coisas para consumo doméstico, uma vez que as pessoas estão mais em casa. “Algo que apreendemos com nossa experiência doméstica na China no começo do ano”, completa.

No último trimestre de 2019 (com fim em 31 de dezembro), a empresa viu crescimento em receita de 17,1%.

Fonte: Xiaomi

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